Jovem alagoana é morta a tiros em hotel em Sergipe; caso é investigado como feminicídio
Principal suspeito é diretor de presídio que mantinha relacionamento com a vítima; ele tentou suicídio e está internado sob custódia
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Uma jovem de 38 anos, natural de Alagoas, foi encontrada morta na manhã deste domingo (22) em um hotel no bairro Atalaia, zona sul de Aracaju (SE). A vítima foi identificada como Flávia Barros, nascida em Piranhas (AL) e residente em Paulo Afonso (BA).
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Sergipe como feminicídio. O principal suspeito é Tiago Sóstenes de Matos, atual diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso (SEAP-BA), que mantinha um relacionamento com a vítima.
De acordo com informações preliminares, o casal estava em um hotel na região turística de Atalaia quando ocorreram os disparos. Hóspedes do local acionaram a polícia após ouvirem os tiros.
Ao chegarem ao imóvel, os agentes encontraram Flávia Barros já sem vida. O suspeito apresentava sinais de tentativa de suicídio e foi socorrido por equipes de emergência. Ele foi encaminhado ao Hospital de Urgência de Sergipe (HUSE) , onde permanece internado na ala vermelha sob custódia policial.
A Polícia Civil de Sergipe conduz as investigações com o apoio de unidades especializadas Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Criminalística e o Instituto Médico Legal (IML). O objetivo é esclarecer a dinâmica do crime, identificar eventuais circunstâncias agravantes e responsabilizar o suspeito.
Flávia Barros era natural de Piranhas, município do Sertão de Alagoas, mas residia há vários anos em Paulo Afonso (BA) . Amigos e familiares a descrevem como uma mulher batalhadora, alegre e determinada, que buscava construir sua vida e realizar seus sonhos com dedicação e força de vontade.
O crime gerou comoção nas duas cidades onde Flávia vivia e mantinha vínculos afetivos e familiares.
O feminicídio é qualificado como homicídio contra a mulher por razões da condição de sexo feminino e está previsto no art. 121, inciso VI, do Código Penal. A pena é de 12 a 30 anos de reclusão, sendo considerada crime hediondo.
A investigação segue em andamento, e novas informações devem ser divulgadas nos próximos dias pelas autoridades sergipanas.