31 de julho de 2025
POLÍCIA

PM é preso por feminicídio e por tentar forjar suicídio da vítima; risco de destruição de provas justificou prisão, diz MPSP

Oficial da reserva teria matado a ex-companheira e simulado uma autoexecução; ele também responderá por fraude processual. Saiba como denunciar casos de violência contra a mulher

Por Redação
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Risco às provas justificou prisão de PM por feminicídio, diz MPSP - Foto: Gisele Alves Santana/Instagram

Um policial militar da reserva foi preso preventivamente sob a acusação de feminicídio contra sua ex-companheira. De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MPSP), a prisão foi necessária para garantir a ordem pública e evitar a destruição de provas, já que o investigado tentou simular um suicídio para encobrir o crime.

O corpo da vítima foi encontrado com sinais de violência, mas o agressor teria adulterado a cena para que parecesse uma autoexecução. Além do feminicídio, o oficial também responderá por fraude processual. A investigação aponta que ele tinha histórico de ameaças e agressões contra a mulher, o que reforça a necessidade de medidas protetivas ainda em vida.

O caso acende um alerta sobre a importância de denunciar qualquer sinal de violência doméstica. Em todo o país, canais oficiais estão disponíveis para acolher vítimas e receber denúncias de forma sigilosa e gratuita. O Ligue 180 é a Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, inclusive por WhatsApp no número (61) 9610-0180 e pelo e-mail [email protected].

Também é possível registrar ocorrências em delegacias especializadas de atendimento à mulher (Deam), delegacias comuns ou nas Casas da Mulher Brasileira. O Disque 100 recebe denúncias de violações de direitos humanos, e o 190 da Polícia Militar deve ser acionado em situações de emergência.