Quaest: 71% dos brasileiros são contra taxa mínima por pedido em apps de entrega
Pesquisa mostra que 78% da população acredita que medida pode encarecer o preço da comida; 86% afirmam que os mais pobres serão os mais afetados
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Uma pesquisa realizada pela Quaest em parceria com a Associação Nacional dos Restaurantes (ANR) revelou que a maioria da população brasileira é contra a proposta de taxa mínima por pedido em aplicativos de entrega. O levantamento, divulgado nesta terça-feira (17), aponta que 71% dos entrevistados rejeitam a medida que está em discussão no governo federal.
A proposta em análise prevê uma taxa mínima de R$ 10 por entrega, além de um adicional de R$ 2,50 por quilômetro para corridas com distância superior a quatro quilômetros. O objetivo do governo é regulamentar o trabalho de entregadores por aplicativos, garantindo uma remuneração mínima pela atividade.
A pesquisa também avaliou a percepção dos brasileiros sobre os efeitos dessa taxa no valor final dos pedidos. Para 78% da população, a medida deve provocar um aumento nos preços das refeições entregues por aplicativos. Apenas 22% acreditam que os valores não seriam repassados ao consumidor.
Quando questionados sobre a disposição de pagar mais caro pelas entregas, 71% dos entrevistados afirmaram que não pagariam valores adicionais, contra 29% que se disseram dispostos a arcar com o custo extra.
A pesquisa também abordou a percepção sobre quem seria mais prejudicado pela taxação. Para 86% dos brasileiros, as pessoas mais pobres seriam as principais afetadas caso a medida entre em vigor. Esse percentual se mantém elevado em todas as faixas de renda, indicando uma percepção generalizada de que o impacto seria maior sobre a população de baixa renda.
O levantamento mostrou ainda que a discussão sobre a regulamentação dos aplicativos de entrega é amplamente conhecida pela população. 87% dos entrevistados afirmaram conhecer o debate, enquanto 76% disseram ter ouvido falar especificamente da proposta de taxa mínima do governo federal.
Metodologia
A pesquisa Quaest ouviu 1.031 pessoas com 16 anos ou mais em todo o país, por meio de entrevistas presenciais realizadas entre os dias 13 e 16 de março. A margem de erro estimada é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.