31 de julho de 2025
durante a madrugada

Rússia lança ataque massivo contra a Ucrânia e deixa ao menos sete mortos

Ofensiva russa atingiu infraestrutura energética e áreas residenciais em várias regiões; Zelensky cobra mais apoio dos aliados ocidentais

Por Redação
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Ofensiva teve como um dos principais alvos a capital Kiev - Foto: Reprodução

A madrugada deste sábado (14) foi mais uma vez marcada pela violência da guerra na Ucrânia. Um ataque massivo da Rússia contra diversas regiões do país deixou ao menos sete mortos e 46 feridos, de acordo com informações do jornal ucraniano The Kyiv Independent. A ofensiva russa envolveu o lançamento de 430 drones e 68 mísseis, segundo a Força Aérea da Ucrânia. As defesas antiaéreas ucranianas conseguiram derrubar 402 drones e 58 mísseis, mas os estragos foram significativos, especialmente na capital, Kiev, onde estruturas do sistema de energia foram atingidas.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, utilizou sua conta na rede social X para denunciar a violência dos ataques. Segundo ele, além da capital, as regiões de Sumy, no norte, Dnipro, no centro, e Mykolaiv, no sul, também foram alvos. "O principal alvo dos russos era a infraestrutura energética da região de Kiev, mas, infelizmente, prédios residenciais, escolas e empresas civis também foram diretamente afetados e sofreram danos", declarou o líder ucraniano.

Zelensky voltou a fazer um apelo aos países ocidentais por mais apoio em termos de defesa aérea. "Cada noite de ataques russos como estes lembra a todos os nossos parceiros que as defesas aéreas (...) são, na realidade, uma necessidade diária", afirmou. A fala reflete a crescente preocupação do governo ucraniano com a possibilidade de que sistemas de defesa fornecidos por aliados sejam desviados para outras regiões em conflito, como o Oriente Médio, reduzindo a capacidade de proteção da população e da infraestrutura ucraniana.

O ataque desta madrugada é mais um capítulo da escalada de violência que atinge o leste europeu desde o início da invasão russa. Enquanto isso, civis seguem pagando o preço mais alto, com suas casas, escolas e hospitais transformados em alvos de guerra. A comunidade internacional observa com apreensão, enquanto cresce a pressão por uma solução diplomática que pareça, a cada dia, mais distante.