31 de julho de 2025
MUNDO

Ataques do Irã no Golfo Pérsico paralisam portos petrolíferos do Iraque; petroleiros são atingidos

Dois navios pegaram fogo em águas iraquianas, deixando um tripulante morto e 38 resgatados; terminais de petróleo suspenderam operações por tempo indeterminado

Por Redação
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Atividades em terminais foram paralisadas depois de petroleiros serem atingidos em águas iraquianas - Foto: Reprodução/Reuters

O agravamento do conflito no Oriente Médio atingiu diretamente a infraestrutura energética do Iraque. Nesta quinta-feira (12), os principais portos petrolíferos do país suspenderam completamente suas operações após dois petroleiros serem atingidos por ataques atribuídos ao Irã em águas iraquianas no Golfo Pérsico.

De acordo com Farhan al-Fartousi, diretor-geral da Companhia de Portos Iraquiana, os terminais especializados em petróleo foram paralisados, mas os portos comerciais seguem funcionando normalmente . A decisão foi tomada após um ataque que atingiu duas embarcações, causando a morte de um tripulante e o resgate de outros 38, que estavam a bordo dos navios em chamas.

Os ataques desta quinta fazem parte de uma ofensiva mais ampla do Irã contra embarcações na região. Desde quarta-feira (11), ao menos seis navios foram atingidos no Golfo Pérsico, transformando o Estreito de Ormuz – por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial – em um dos pontos mais críticos do conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel.

A empresa petrolífera iraquiana SOMO emitiu uma nota afirmando que o incidente "impacta negativamente a segurança e a economia do Iraque", sem dar detalhes sobre os prejuízos ou a previsão de retomada das atividades.

O conflito teve início em 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre EUA e Israel matou o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, em Teerã. Desde então, os iranianos retaliaram com ataques a alvos americanos e israelenses em diversos países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Omã e, agora, o Iraque.

As autoridades iranianas afirmam que miram apenas interesses dos Estados Unidos e de Israel nessas nações. Do lado americano, a Casa Branca registra ao menos sete mortes de soldados em ação direta. Já no Irã, mais de 1.200 civis morreram desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, com sede nos EUA.

Com a paralisação dos portos iraquianos, o mercado internacional de petróleo volta a ficar em alerta, aumentando a pressão sobre os preços e a segurança energética global.

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