31 de julho de 2025
MUNDO

Irã promete vingança após Israel bombardear Beirute; guerra no Oriente Médio se intensifica

Ataque israelense atinge prédio residencial no centro da capital libanesa; Teerã convoca países árabes a delatarem "esconderijos" de EUA e Israel

Por Redação
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Ataque em Beirute teria atingido prédio residencial. - Foto: Reprodução/Reuters

A tensão no Oriente Médio ganhou um novo e preocupante capítulo nesta quarta-feira (11). A Força Aérea de Israel bombardeou um prédio residencial no coração de Beirute, capital do Líbano, em um ataque que atingiu um apartamento no movimentado bairro de Aisha Bakkar, uma área densamente povoada e próxima a um dos maiores shoppings da cidade . De acordo com a Defesa Civil libanesa, as bombas causaram um incêndio de grandes proporções no edifício de múltiplos andares, e equipes de resgate e ambulâncias foram enviadas às pressas para o local.

Este é o segundo ataque israelense a atingir a região central de Beirute desde o início do atual conflito. No último fim de semana, outro bombardeio na região do hotel Ramada matou quatro pessoas . A ofensiva desta manhã ocorre horas depois de o Crescente Vermelho Iraniano (IRCS) informar que estava respondendo a um ataque aéreo em uma área residencial de Teerã, evidenciando a rápida escalada de violência que agora se espalha por diversos países da região.

Em reação imediata aos bombardeios, o Irã declarou que responderá aos ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra áreas residenciais. O porta-voz das Forças Armadas iranianas, Abolfazl Shekarchi, foi incisivo: "Digo a eles que esperem nossos ataques devastadores em resposta às suas ações bárbaras, pois em breve retaliaremos, realizando ataques fatais contra eles".

Em uma declaração que acendeu ainda mais os ânimos na região, Shekarchi fez um apelo direto aos países do Golfo e às nações muçulmanas vizinhas. Ele pediu que esses governos indiquem a localização de "esconderijos" militares dos Estados Unidos e de Israel (a quem chama de "sionistas") em seus territórios. Segundo o porta-voz, o objetivo é maximizar a precisão dos ataques iranianos e minimizar danos aos civis, que, segundo Teerã, estariam sendo usados como "escudos humanos" pelas forças inimigas.

O que está acontecendo no Oriente Médio?

Para entender a dimensão do atual conflito, é preciso recuar algumas semanas. A guerra aberta entre o Irã e a aliança formada por Estados Unidos e Israel começou no dia 28 de fevereiro. Na ocasião, uma operação coordenada entre os dois países matou o líder supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, em Teerã, além de diversas outras autoridades de alto escalão do regime iraniano.

Os EUA afirmam ter destruído dezenas de navios de guerra iranianos, sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares como parte da "Operação Fúria Épica" . Em retaliação, o Irã lançou ondas de mísseis e drones não apenas contra Israel, mas também contra alvos americanos e aliados em diversos países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait e Iraque . As autoridades iranianas afirmam que miram apenas interesses dos Estados Unidos e de Israel nessas nações, mas os ataques têm causado vítimas civis e danos à infraestrutura local.

Os números do conflito são alarmantes. De acordo com o embaixador do Irã na ONU, mais de 1.300 civis foram mortos no Irã desde o início da guerra, e cerca de 10 mil locais civis, incluindo residências, hospitais e escolas, foram destruídos pelos bombardeios.

Do outro lado, os EUA registraram ao menos sete mortes de soldados americanos em ação direta, além de cerca de 140 feridos . Israel também contabiliza baixas em decorrência dos disparos de mísseis iranianos.

A situação é crítica. Nesta quarta-feira, enquanto bombeiros trabalhavam para apagar o incêndio no prédio de Beirute, novas sirenes soaram em Israel e nos países do Golfo, que relataram a interceptação de mais drones e mísseis vindos do Irã. O mundo assiste apreensivo a mais um capítulo desta guerra que já se espalha por múltiplas frentes, arrastando consigo nações inteiras e a população civil que vive no meio desse fogo cruzado.

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