Trump diz que Cuba está em seus “últimos momentos de vida” e promete “grande mudança” na ilha
Presidente dos EUA afirma que regime cubano negocia acordo com Washington e convoca aliados latino-americanos para “erradicar cartéis”
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (7) que Cuba está em seus "últimos momentos de vida" e que uma "grande mudança" está prestes a chegar à ilha. A declaração foi feita durante uma cúpula com aliados latino-americanos convocada por ele em Doral, na Flórida, reduto de exilados cubanos.
"Eles não têm dinheiro, não têm combustível. Eles têm um regime ruim, que já está ruim há muito tempo. Estamos aguardando a grande mudança que em breve chegará a Cuba", declarou Trump.
O presidente americano também afirmou que o governo cubano está negociando um acordo com Washington e que as tratativas envolvem diretamente ele e o secretário de Estado, Marco Rubio. "Eles querem negociar e estão negociando com Marco, comigo e com outros, e acredito que um acordo com Cuba seria facilmente fechado", disse.
A fala de Trump ocorre em meio a uma das piores crises econômicas já enfrentadas por Cuba, marcada por escassez de alimentos, medicamentos e combustível, agravada pelo embargo americano e pelos efeitos da pandemia. O regime de Miguel Díaz-Canel, no entanto, resiste à pressão e mantém alianças estratégicas com China e Rússia.
Desde seu primeiro mandato, Trump adotou uma política de pressão máxima contra o regime cubano, revertendo parte da aproximação promovida por Barack Obama e ampliando sanções econômicas. A expectativa de uma "grande mudança" sugere que o governo americano pode intensificar ainda mais a ofensiva diplomática e econômica contra Havana.
Em seu discurso aos aliados, Trump também falou sobre sua intenção de criar "uma nova coalizão militar" e pediu a cooperação das nações latino-americanas para "erradicar os cartéis". A proposta, no entanto, não foi detalhada e deve enfrentar resistência em vários países da região, que tradicionalmente rejeitam intervenções militares estrangeiras.
Até o momento, o governo cubano não se pronunciou oficialmente sobre as declarações do presidente americano.