Donald Trump afirma que “Cuba vai cair muito em breve”
Presidente americano diz que secretário de Estado Marco Rubio será enviado para negociar; fala ocorre em meio à guerra com o Irã
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (6) que Cuba "vai cair muito em breve" e que o regime cubano estaria disposto a negociar um acordo com Washington. A declaração foi feita em entrevista por telefone à CNN, enquanto Trump exaltava o sucesso militar dos EUA em seu segundo mandato.
“Cuba vai cair muito em breve, aliás, sem relação com o assunto, mas Cuba também vai cair. Eles querem muito fechar um acordo”, disse Trump à jornalista Dana Bash.
O presidente americano acrescentou que pretende enviar o secretário de Estado, Marco Rubio, para conduzir as negociações. “Eles querem fechar um acordo, então vou colocar Marco lá e veremos como isso funciona. Estamos realmente focados nisso agora. Temos bastante tempo, mas Cuba está pronta — depois de 50 anos”, afirmou.
“Tenho observado isso por 50 anos, e caiu no meu colo por minha causa, caiu, mas, mesmo assim, caiu no meu colo. E estamos indo muito bem”, continuou.
Um dia antes, Trump já havia sugerido, durante evento na Casa Branca, que é apenas uma “questão de tempo” para que cubano-americanos possam retornar ao seu país de origem, indicando que a ilha seria o próximo item na agenda de seu governo após a guerra em curso com o Irã.
“Ele está fazendo um bom trabalho, e o próximo será... queremos fazer aquele acordo especial com Cuba”, declarou Trump, referindo-se a Rubio. “Ele está esperando. Mas ele diz: 'Vamos terminar este primeiro'. Poderíamos fazer todos ao mesmo tempo, mas coisas ruins acontecem.”
Desde o primeiro mandato, Trump adotou uma política de pressão máxima contra o regime cubano, revertendo parte da aproximação promovida por Barack Obama e ampliando sanções econômicas. A fala desta sexta indica que o governo americano pode intensificar ainda mais a ofensiva diplomática e econômica contra Havana.
Cuba enfrenta uma das piores crises econômicas de sua história recente, com escassez de alimentos, medicamentos e combustível, agravada pelas sanções americanas e pelos efeitos da pandemia. O regime de Miguel Díaz-Canel, no entanto, resiste às pressões e mantém aliança com China e Rússia.
A declaração de Trump ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, onde os EUA lideram uma coalizão contra o Irã. Analistas avaliam que a fala pode ser interpretada como uma tentativa de projetar força em múltiplas frentes, mas também como um sinal de que Washington aposta na fragilidade do regime cubano para forçar mudanças políticas na ilha.
Até o momento, o governo cubano não se pronunciou oficialmente sobre as declarações do presidente americano.