Trump ameaça cortar relações comerciais com Espanha após país negar uso de bases para ataques ao Irã
Presidente dos EUA afirmou que "ninguém vai nos dizer que não podemos usar" instalações militares espanholas; governo da Espanha defende cumprimento do direito internacional
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (3) que vai cortar todas as relações comerciais com a Espanha após o governo espanhol negar autorização para que os militares norte-americanos utilizassem suas bases nos ataques contra o Irã. A declaração foi feita durante entrevista na Casa Branca, ao lado do primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz.
"A Espanha tem sido terrível. Na verdade, eu disse ao Scott [Bessent, secretário do Tesouro] para cortar todas as relações com a Espanha. A Espanha chegou a dizer que não podemos usar as bases deles. E tudo bem. Podemos usar a base deles se quisermos. Podemos simplesmente entrar voando e usá-la. Ninguém vai nos dizer que não podemos usá-la", afirmou Trump.
Em resposta, o governo espanhol declarou que os Estados Unidos precisam seguir as regras do direito internacional e os acordos bilaterais de comércio firmados com a União Europeia. A tensão diplomática ocorre em meio à escalada do conflito no Oriente Médio, que já dura cinco dias.
Trump também comentou os ataques ao Irã, afirmando que "tudo foi destruído" no país. Ele mencionou especificamente o bombardeio ao prédio da Assembleia dos Peritos, responsável por escolher o próximo líder supremo iraniano após a morte do aiatolá Ali Khamenei.
"Hoje houve outro ataque à nova liderança. O pior cenário é que alguém tão ruim quanto o anterior assuma o poder. Gostaríamos de ver alguém lá que seja melhor", declarou.
O presidente norte-americano também acusou o Irã de atacar civis. "O Irã está atacando países que não têm nada a ver com o que está acontecendo. Está atingindo apenas instalações civis", afirmou.
Ainda nesta terça, um general da Guarda Revolucionária iraniana, Ebrahim Jabari, advertiu que, se os bombardeios de Israel e Estados Unidos continuarem, "todos os centros econômicos" do Oriente Médio serão alvo de represálias.
"Fechamos o Estreito de Ormuz. Atualmente, o preço do petróleo passa dos 80 dólares e em breve atingirá os 200 dólares", afirmou, citado pela agência Isna. O barril do Brent superou os 85 dólares nesta terça-feira pela primeira vez desde julho de 2024.