31 de julho de 2025
ECONOMIA

Tarifaço americano teve efeito “pontual” na economia brasileira, diz IBGE

Apesar da imposição de tarifas extras pelos Estados Unidos, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística afirma que o impacto sobre o desempenho econômico em 2025 foi limitado e exportações seguiram crescendo.

Por RAYANY FRANÇA
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Exportações cresceram mesmo com tarifa extra - Foto: REUTERS/Paulo Whitaker/Proibida reprodução

O chamado tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos teve um efeito considerado “pontual” sobre a economia do Brasil em 2025, afirmou a coordenadora de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) durante a divulgação dos números do Produto Interno Bruto (PIB). Mesmo com a sobretaxa sobre produtos brasileiros, o país registrou um crescimento de 2,3% do PIB em 2025, refletindo expansão da produção de bens e serviços no ano passado.

Segundo a pesquisadora, embora os Estados Unidos tenham aplicado tarifas adicionais, em alguns casos chegando a até 50% sobre produtos importados, o impacto nas exportações brasileiras foi limitado e não alterou de forma significativa o desempenho geral da economia. Para ela, o termo “pontual” indica que as medidas tarifárias não produziram um efeito macroeconômico duradouro ou amplo no conjunto da economia brasileira ao longo de 2025.

Ela destacou que os exportadores conseguiram buscar outros mercados e diversificar destinos, o que ajudou a mitigar parte dos efeitos da tarifa adicional imposta pelos Estados Unidos. O país americano continua sendo um parceiro importante, mas as vendas brasileiras para outros mercados internacionais ajudaram a compensar eventuais efeitos negativos no fluxo comercial.

Os Estados Unidos são tradicionalmente o segundo maior destino das exportações brasileiras, ficando atrás apenas da China, e representam um mercado relevante para produtos nacionais. Apesar do impacto das sobretaxas em segmentos específicos, o crescimento das exportações brasileiras em 2025 foi de 6,2% em comparação a 2024, mostrando resiliência do setor exterior.

O resultado do PIB divulgado pelo IBGE, com expansão de 2,3%, também indica que outros segmentos da economia, como agropecuária, serviços e indústria, contribuíram para o desempenho geral positivo, compensando eventuais efeitos negativos do cenário tarifário internacional.

Essa avaliação amplia o entendimento de que choques externos de caráter específico, como tarifas elevadas impostas por um parceiro comercial, podem ter repercussões importantes em determinados setores, sem necessariamente provocar impacto generalizado no crescimento econômico de um país.