31 de julho de 2025
Conflito no Oriente Médio

Petrobras garante abastecimento, mas setor prevê pressão sobre preços de combustíveis

Apesar de rotas alternativas fora da área de conflito, especialistas alertam para possível alta nos preços no Brasil

Por Redação
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Petrobras garante abastecimento, mas setor prevê pressão sobre preços de combustíveis - Foto: Reprodução

Em meio à escalada da guerra no Oriente Médio, a Petrobras afirmou que suas operações seguem seguras, com custos competitivos e sem risco de desabastecimento. A companhia ressaltou que os fluxos de importação são, em sua maioria, fora da região de conflito e que eventuais rotas afetadas podem ser redirecionadas.

Apesar da avaliação da estatal, agentes do setor de combustíveis apontam pressão para aumento de preços nos próximos dias. Sérgio Araújo, presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), afirmou que a Petrobras deve esperar a situação se estabilizar antes de qualquer decisão, mas destacou que refinarias privadas já devem reajustar valores.

O conflito ganhou novo capítulo com o anúncio do governo iraniano do fechamento do Estreito de Ormuz e a ameaça de atacar navios que tentem passar pela região — uma rota estratégica que concentra grande parte da exportação de petróleo do Golfo, incluindo Arábia Saudita, Iraque e Emirados Árabes Unidos. Um bloqueio ali poderia interromper cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo e pressionar ainda mais os preços.

Para Araújo, porém, essa possibilidade já estava “precificada” pelo mercado. Ele prevê que o conflito pode durar semanas ou meses, mantendo o preço do petróleo flutuando em torno de US$ 80 por barril, sem voltar aos níveis próximos de US$ 60,65 observados no passado. Nos últimos dias, o barril internacional chegou a ultrapassar US$ 82, o maior valor desde janeiro de 2025.