31 de julho de 2025

Justiça do Rio nega habeas corpus a três suspeitos de estupro coletivo em Copacabana; todos seguem foragidos

Desembargador Luiz Noronha Dantas indeferiu os pedidos da defesa; jovens de 18 e 19 anos são procurados pela polícia. Um adolescente também é investigado

Por Redação
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Portal dos Procurados divulga cartaz com denunciados por estupro coletivo. - Foto: Divulgação/Disque Denúncia

A Justiça do Rio negou nesta terça-feira (3) os pedidos de habeas corpus para três dos quatro suspeitos de envolvimento no estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, ocorrido em 31 de janeiro em Copacabana, na Zona Sul do Rio. A informação foi apurada pela TV Globo. O desembargador Luiz Noronha Dantas, da 6ª Câmara Criminal, indeferiu os pedidos, mantendo a prisão preventiva dos investigados.

Seguem foragidos João Gabriel Xavier Bertho, Felipe Allegretti, Vitor Hugo Simonin e Mattheus Verissimo Martins, todos com idades entre 18 e 19 anos. Os quatro foram indiciados por estupro com concurso de pessoas. Um adolescente de 17 anos também é investigado por ato infracional análogo ao crime.

De acordo com o delegado Angelo Lages, responsável pelo caso, o menor conhecia a vítima e foi quem a atraiu para o que ele classifica como uma "emboscada". "Então diante dessa confiança ele atraiu essa menina para ser emboscada. E chegando lá, haviam quatro outras pessoas, todos adultos. Esse menino que ela se relacionava era menor. Os outros eram adultos. Foram para o quarto, ela achou que ia ter um encontro romântico com essa pessoa, que ela já tinha o hábito de ficar. Só que o quarto foi invadido e houve ali realmente uma cena de terror", relatou o delegado.

Em entrevista à TV Globo, a mãe da vítima contou que a filha só agora começa a entender o que aconteceu e pede justiça e punição aos culpados. O nome da mulher não foi divulgado, e a voz foi distorcida para preservar a identidade da vítima.

Dois dos suspeitos estudavam no Colégio Pedro II, uma das instituições de ensino mais tradicionais do Rio. A reitoria do colégio iniciou um processo de desligamento dos estudantes e afirmou que tem acolhido a família da vítima.

O Serrano Futebol Clube, time de Petrópolis, afastou e suspendeu o contrato de João Gabriel Xavier Bertho, que jogava no clube.

A defesa de João Gabriel negou a ocorrência de estupro e acrescentou que ele não tem histórico de violência. A nota sustenta que o suspeito não teve oportunidade de ser ouvido pela polícia para se defender. As defesas dos outros acusados ainda não se posicionaram.

Em resposta à CBN, o Tribunal de Justiça do Rio informou que processos envolvendo estupro e menores tramitam em segredo de Justiça.

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