31 de julho de 2025
JULGAMENTO

Madrasta é condenada a mais de 17 anos por jogar enteado do 4º andar em Maceió

Justiça considerou que o crime foi premeditado e motivado por vingança; criança sobreviveu à queda

Por Redação
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Laudos médicos apontaram que a vítima sofreu lesões graves em decorrência da queda. - Foto: Reprodução

A ré Adriana Ferreira da Silva foi condenada a 17 anos, dois meses e sete dias de reclusão, em regime inicialmente fechado, por tentar matar o enteado ao arremessá-lo do quarto andar de um prédio no bairro Benedito Bentes, em Maceió. A sentença foi definida após julgamento realizado nesta quarta-feira (25).

Na decisão, o juiz entendeu que o crime foi premeditado e que a acusada agiu com frieza, apontando ainda que a motivação teria sido vingança. A pena foi fixada por tentativa de homicídio qualificado.

Da condenação total, que ultrapassava 18 anos de prisão, foi descontado o período em que a ré permaneceu presa preventivamente, equivalente a um ano e seis meses.

Segundo o processo, a madrasta arremessou a criança pela janela do apartamento na madrugada de 23 de maio de 2022, após uma discussão envolvendo a acusada, o companheiro — pai do menino — e outras pessoas. De acordo com os autos, houve consumo de bebida alcoólica antes do desentendimento.

O pai da vítima, José Marcos Nascimento dos Santos, relatou à investigação que, ao retornar ao apartamento, o filho estava dormindo. Instantes antes da queda, ele ouviu a frase: "Ele vai morrer agora". O filho adolescente da acusada teria gritado tentando impedir a mãe.

Minutos depois, vizinhos encontraram a criança caída no chão, ferida e em estado de choque. O menino foi socorrido e levado a uma unidade hospitalar.

Laudos médicos apontaram que a vítima sofreu lesões graves em decorrência da queda. A criança sobreviveu, mas teve a memória afetada e não consegue se recordar com precisão do que aconteceu no dia do crime.

Durante o julgamento, a ré chegou a negar o crime e afirmou não se lembrar do ocorrido, alegando possível desmaio, embora tenha confessado anteriormente à polícia.

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