31 de julho de 2025
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'Jumentão' e 'Uzempica': Anvisa proíbe e determina apreensão de mais de 150 géis íntimos e extratos eróticos irregulares

Produtos da empresa Marcos Marciano Wagner EPP não tinham registro e eram vendidos como cosméticos, mas com indicação de uso interno

Por Redação
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Produtos da empresa Marcos Marciano Wagner EPP não tinham registro e eram vendidos como cosméticos, mas com indicação de uso interno - Foto: Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (25), a apreensão e a proibição da comercialização, fabricação, importação, distribuição, propaganda e uso de mais de 150 produtos vendidos como géis para massagem corporal, lubrificantes íntimos e extratos energéticos da empresa Marcos Marciano Wagner EPP. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e atinge todos os itens comercializados pela fabricante.

De acordo com a agência reguladora, os produtos não poderiam ter sido enquadrados como cosméticos, já que parte deles é destinada ao uso interno. Além disso, os itens não estavam regularizados e descumpriam exigências previstas em resoluções sanitárias recentes, ou seja, não passaram por avaliação adequada quanto à segurança, qualidade e finalidade declarada.

Produtos afetados


A proibição inclui toda a linha comercializada pela empresa. Entre os itens estão géis de massagem com apelo sensual e estimulante, aromatizantes corporais e extratos energéticos vendidos sob diferentes nomes comerciais, incluindo linhas como Secret Love, Black Ice, Kama Sutra, Jumentão, Uzempica, Hot Ice e Turbo Gel.

A lista completa inclui ainda produtos com nomes como "Extrato Energético Tesão", "Gel Para Massagem Corporal Quem Ama Chupa", "Gel Para Massagem Corporal Me Chupa Todinha", "Gel Para Massagem Corporal Depirocão", "Gel Para Massagem Corporal Buscopau", "Gel Para Massagem Corporal Paracetaduro", "Gel Para Massagem Corporal Amoxmete" e "Gel De Massagem Corporal O Incrível Durão", entre dezenas de outros.

Riscos à saúde


De acordo com a Anvisa, produtos íntimos e estimulantes vendidos sem registro podem apresentar composição desconhecida ou não declarada, presença de substâncias irritantes ou medicamentosas não autorizadas, além de risco de reações alérgicas, queimaduras químicas, infecções e falta de controle de qualidade na fabricação.

A agência reforça que somente produtos devidamente regularizados podem ser comercializados no país, e que a venda de itens sujeitos à vigilância sanitária sem a devida regularização representa risco à saúde pública e configura infração sanitária, sujeitando os responsáveis às penalidades previstas em lei.

Orientações aos consumidores


Consumidores que já tenham adquirido os produtos devem interromper o uso imediatamente e procurar orientação médica em caso de reações adversas. Denúncias sobre a comercialização dos itens podem ser feitas às vigilâncias sanitárias locais.

A determinação é válida para todos os lotes dos produtos mencionados, e a empresa fica impedida de manter a circulação dos itens no mercado até eventual regularização conforme as normas da autoridade sanitária federal.

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