31 de julho de 2025
Sob apuração

Anvisa monitora 65 mortes suspeitas ligadas a canetas emagrecedoras; saiba todos os detalhes

Agência reforça que casos são investigados como parte do monitoramento e não indicam relação direta com medicamentos

Por Redação
Publicado em
Anvisa monitora 65 mortes suspeitas ligadas a canetas emagrecedoras; saiba todos os detalhes - Foto: Divulgação

Anvisa monitora 65 mortes suspeitas ligadas a “canetas emagrecedoras”

Agência reforça que casos são investigados como parte do monitoramento e não indicam relação direta com medicamentos

O sistema VigiMed, da Anvisa, registrou 65 óbitos suspeitos associados ao uso de medicamentos análogos de GLP-1, popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras”, entre dezembro de 2018 e dezembro de 2025.

A agência esclarece que esses registros são apenas suspeitas e não confirmam relação direta com os fármacos. “A relação de risco e benefício desses medicamentos segue sem alterações, considerando as indicações aprovadas”, destacou a Anvisa em nota.

Medicamentos monitorados e efeitos reportados

O levantamento envolveu os princípios ativos:

  • Semaglutida (Ozempic e Wegovy)
  • Tirzepatida (Mounjaro)
  • Liraglutida (Saxenda e Victoza)
  • Dulaglutida (Trulicity)

No período, foram registradas 2.436 reações adversas suspeitas, com diferentes níveis de gravidade. Só em 2025, 1.128 casos foram notificados. Entre os efeitos mais comuns estão náuseas, vômitos, mal-estar, diarreia, constipação e pancreatite — esta última registrada em 145 situações, número que sobe para 225 se incluídos os testes clínicos.

Óbitos e monitoramento

Entre os 65 casos de óbito, seis podem ter relação com pancreatite. A Anvisa reforça que não investiga cada registro individualmente, mas analisa os dados de forma global para avaliar possíveis alterações no perfil de segurança e eficácia dos medicamentos.

“O valor das notificações como evidência está no conjunto de dados, que, somados e analisados de forma global, podem indicar mudanças no perfil de segurança e eficácia”, afirma a agência.

O órgão lembra que o monitoramento depende da qualidade das informações recebidas e que outras ferramentas, como estudos controlados, pesquisas científicas e análises de pós-mercado, complementam a farmacovigilância e ajudam a garantir a segurança dos medicamentos.