Paciente de 19 anos é internada com suspeita de mpox no Rio Grande do Norte
Prefeitura afirma que não há caso confirmado; exames foram enviados para Natal
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Uma jovem de 19 anos foi internada e isolada com suspeita de mpox (antiga monkeypox) em Mossoró, no Oeste potiguar. A Prefeitura de Mossoró informou, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, que até o momento não há caso confirmado da doença no município.
Segundo nota oficial, a paciente deu entrada no dia 20 em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) com quadro clínico em observação. Ela está isolada, medicada e permanece em leito clínico, com estado de saúde considerado estável.
A Secretaria destacou que o atendimento segue os protocolos do Ministério da Saúde. Amostras laboratoriais foram coletadas e encaminhadas para análise em Natal. O município aguarda, ainda, vaga para transferência da paciente ao Hospital Rafael Fernandes, unidade de referência para casos em investigação.
O que é mpox?
A mpox é uma doença viral causada por um vírus do gênero Orthopoxvirus. A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões de pele, fluidos corporais, gotículas respiratórias e objetos contaminados, como roupas de cama e toalhas. O contato próximo e prolongado com pessoa infectada também pode transmitir o vírus.
Os sintomas mais comuns incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, aumento dos gânglios linfáticos, cansaço e lesões na pele. Essas lesões podem surgir no rosto, mãos, pés, boca, genitais e região anal, evoluindo de manchas para bolhas e crostas. O diagnóstico é feito por exame laboratorial, e o tratamento é voltado ao controle dos sintomas e prevenção de complicações.
No Brasil, o primeiro caso foi confirmado em 2022. Desde então, a doença é monitorada pelas autoridades sanitárias, com notificação obrigatória de casos suspeitos e confirmados.
De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil registra atualmente 81 casos confirmados de mpox em 2026. A maioria apresenta evolução clínica leve ou moderada, sem registro de mortes neste ano.
A distribuição dos casos é a seguinte:
- São Paulo: 57 casos
- Rio de Janeiro: 13 casos
- Rondônia: 4 casos
- Minas Gerais: 3 casos
- Rio Grande do Sul: 2 casos
- Distrito Federal: 1 caso
- Paraná: 1 caso
As autoridades reforçam a importância do isolamento de casos suspeitos, monitoramento de contatos e adoção de medidas de higiene, como lavar as mãos com frequência e evitar contato com lesões ou objetos pessoais de pessoas possivelmente infectadas.