Chuvas deixam 14 mortos e 45 desaparecidos em Juiz de Fora; cidade decreta calamidade pública
Temporal histórico provoca soterramentos, deslizamentos e mais de 400 desabrigados em Minas Gerais
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A prefeitura de Juiz de Fora confirmou que, até o momento, 14 pessoas morreram em decorrência das fortes chuvas que atingiram a cidade na madrugada desta terça-feira (24). Além das vítimas fatais, 45 pessoas estão desaparecidas, segundo balanço oficial.
Diante da gravidade da situação, a prefeita Margarida Salomão decretou estado de calamidade pública. O decreto tem validade de 180 dias e permite que o município receba recursos estaduais e federais para enfrentar a crise.
De acordo com a administração municipal, os óbitos foram registrados nos seguintes locais:
- Quatro mortes na Rua Natalino José de Paula, bairro JK;
- Quatro mortes na Rua Orville Derby Dutra, bairro Santa Rita;
- Duas mortes na Rua João Luís Alves, Vila Ideal;
- Uma morte na Rua José Francisco Garcia, bairro Lourdes;
- Uma morte na Rua Eurico Viana, Vila Alpina;
- Uma morte na Estrada Athos Branco da Rosa, bairro São Benedito;
- Uma morte na Rua Jacinto Marcelino, Vila Olavo Costa.
Grande parte das vítimas morreu em decorrência de soterramentos.
Segundo a prefeitura, este já é o fevereiro mais chuvoso da história do município. Entre os dias 22 e 24, foram acumulados 584 milímetros de chuva — volume quatro vezes superior à média histórica para o período.
Até as 10h de segunda-feira (23), o acumulado já era de 460,4 milímetros, representando cerca de 270% do esperado para o mês.
O temporal provocou:
- Pelo menos 20 soterramentos
- Transbordamento de córregos
- Alagamentos
- Deslizamentos de terra
- Desabamentos
Ao todo, 251 ocorrências foram atendidas apenas na segunda-feira.
A estimativa da prefeitura é que cerca de 440 pessoas estejam desabrigadas. Diversos moradores ficaram ilhados e precisaram ser resgatados por equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais e da Defesa Civil.
As aulas foram suspensas em toda a rede municipal nesta terça-feira. Servidores administrativos foram autorizados a trabalhar de forma remota.
“Estamos buscando salvar a vida de todo mundo. É uma situação extrema que permite medidas extremas”, declarou a prefeita Margarida Salomão.
A prefeitura orienta que, em caso de emergência, a Defesa Civil seja acionada pelo telefone 199.
Moradores compartilharam nas redes sociais registros da destruição causada pela chuva. Casas soterradas, ruas alagadas e encostas desmoronadas ilustram a dimensão do desastre.
As equipes de resgate continuam mobilizadas em busca de desaparecidos.