31 de julho de 2025
TEMPORAL

Chuvas deixam 14 mortos e 45 desaparecidos em Juiz de Fora; cidade decreta calamidade pública

Temporal histórico provoca soterramentos, deslizamentos e mais de 400 desabrigados em Minas Gerais

Por Redação
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Deslizamento em Juiz de Fora, Minas Gerais. - Foto: Reprodução/TV Globo

A prefeitura de Juiz de Fora confirmou que, até o momento, 14 pessoas morreram em decorrência das fortes chuvas que atingiram a cidade na madrugada desta terça-feira (24). Além das vítimas fatais, 45 pessoas estão desaparecidas, segundo balanço oficial.

Diante da gravidade da situação, a prefeita Margarida Salomão decretou estado de calamidade pública. O decreto tem validade de 180 dias e permite que o município receba recursos estaduais e federais para enfrentar a crise.

De acordo com a administração municipal, os óbitos foram registrados nos seguintes locais:

  • Quatro mortes na Rua Natalino José de Paula, bairro JK;
  • Quatro mortes na Rua Orville Derby Dutra, bairro Santa Rita;
  • Duas mortes na Rua João Luís Alves, Vila Ideal;
  • Uma morte na Rua José Francisco Garcia, bairro Lourdes;
  • Uma morte na Rua Eurico Viana, Vila Alpina;
  • Uma morte na Estrada Athos Branco da Rosa, bairro São Benedito;
  • Uma morte na Rua Jacinto Marcelino, Vila Olavo Costa.

Grande parte das vítimas morreu em decorrência de soterramentos.

Segundo a prefeitura, este já é o fevereiro mais chuvoso da história do município. Entre os dias 22 e 24, foram acumulados 584 milímetros de chuva — volume quatro vezes superior à média histórica para o período.

Até as 10h de segunda-feira (23), o acumulado já era de 460,4 milímetros, representando cerca de 270% do esperado para o mês.

O temporal provocou:

  • Pelo menos 20 soterramentos
  • Transbordamento de córregos
  • Alagamentos
  • Deslizamentos de terra
  • Desabamentos

Ao todo, 251 ocorrências foram atendidas apenas na segunda-feira.

A estimativa da prefeitura é que cerca de 440 pessoas estejam desabrigadas. Diversos moradores ficaram ilhados e precisaram ser resgatados por equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais e da Defesa Civil.

As aulas foram suspensas em toda a rede municipal nesta terça-feira. Servidores administrativos foram autorizados a trabalhar de forma remota.

“Estamos buscando salvar a vida de todo mundo. É uma situação extrema que permite medidas extremas”, declarou a prefeita Margarida Salomão.

A prefeitura orienta que, em caso de emergência, a Defesa Civil seja acionada pelo telefone 199.

Moradores compartilharam nas redes sociais registros da destruição causada pela chuva. Casas soterradas, ruas alagadas e encostas desmoronadas ilustram a dimensão do desastre.

As equipes de resgate continuam mobilizadas em busca de desaparecidos.

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