31 de julho de 2025
SAÚDE

Suspeita de envenenamento por metanol é investigada em Petrolina (PE); mulher segue internada

Paciente apresentou perda de visão e convulsões após ingerir vodka; Vigilância Sanitária apura possível contaminação

Por Paula Tabosa
Publicado em
Suspeita de envenenamento por metanol é investigada em Petrolina - Foto: Reprodução

A cidade de Petrolina investiga uma possível ocorrência de envenenamento por metanol após o consumo de bebida alcoólica. Uma mulher permanece hospitalizada e a suspeita foi oficialmente comunicada aos órgãos de saúde nesta segunda-feira (23).

De acordo com informações preliminares, a vodka ingerida pela paciente teria sido comprada em um estabelecimento comercial no bairro Henrique Leite e consumida posteriormente no bairro Idalino Bezerra. Outras duas pessoas também beberam a mesma bebida, mas não apresentaram sintomas de intoxicação.

A mulher desenvolveu sinais graves, como perda da visão, tremores e episódios de convulsão, sintomas compatíveis com intoxicação por metanol. A Secretaria de Saúde de Petrolina e a Agência Municipal de Vigilância Sanitária estão à frente das investigações para apurar uma possível contaminação e verificar a procedência do produto. Até o momento, não há confirmação laboratorial da presença da substância.

Casos anteriores preocupam autoridades


O caso reacende o alerta no município. Em novembro de 2025, três ocorrências de intoxicação por metanol foram confirmadas em Petrolina, incluindo casos fatais. Entre as vítimas estava a influenciadora digital Yasmim Ângela Feitosa de Souza, de 26 anos, que morreu após consumir bebida alcoólica durante a própria festa de aniversário.

O companheiro dela, Fridman Gustavo Amorim Brito, de 22 anos, também foi intoxicado na ocasião e faleceu após 29 dias internado no Hospital Regional de Juazeiro.

Até dezembro de 2025, Pernambuco figurava entre os estados com maior número de mortes relacionadas à ingestão de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol, segundo dados do Ministério da Saúde. Foram 22 óbitos confirmados no país, sendo cinco em Pernambuco, número inferior apenas ao de São Paulo, que registrou 10 mortes desde o início das investigações, em setembro daquele ano.

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