31 de julho de 2025
POLÍCIA

Quem é o alagoano preso em São Paulo acusado de 50 homicídios por encomenda?

Suspeito foi detido em Ribeirão Preto e é investigado por duplo homicídio em Maceió e participação em dezenas de assassinatos no estado

Por Redação
Publicado em
Homem procurado pela Justiça de Alagoas foi preso em Ribeirão Preto, SP. - Foto: Reprodução/Polícia Militar de SP

A prisão de Marcos Davi Lopes dos Santos, de 33 anos, em Ribeirão Preto (SP), chamou atenção pelo histórico atribuído a ele pela Polícia de Alagoas. Além de ser procurado pelas mortes de pai e filha ocorridas em 2012, em Maceió, o homem é investigado por suposta participação em cerca de 50 homicídios por encomenda.

A detenção aconteceu na última segunda-feira (16), durante patrulhamento da Polícia Militar no bairro Jardim Aeroporto, na zona Norte da cidade paulista. Marcos Davi trabalhava no recapeamento de uma rodovia quando foi abordado pelos policiais. Após consulta aos sistemas de segurança, foi identificado um mandado de prisão expedido pela Justiça de Alagoas.

Segundo informações das autoridades alagoanas, o suspeito seria apontado como executor de crimes, atuando sob encomenda. Ele é investigado por envolvimento em aproximadamente 50 assassinatos em diferentes regiões de Alagoas.

O mandado de prisão está relacionado diretamente ao assassinato de um homem e da filha dele, de 16 anos, em Maceió, no ano de 2012. Um suposto comparsa de Marcos Davi já está preso desde 2016.

De acordo com a polícia, o suspeito reside em Ribeirão Preto desde 2014. Mesmo vivendo fora de Alagoas há mais de uma década, ele continuava sendo alvo de investigações no estado.

Em nota, a defesa de Marcos Davi Lopes dos Santos negou as acusações e classificou como irresponsável a divulgação de informações que o associam a dezenas de homicídios.

A advogada Elaine Cristina Campos afirmou que o cliente nunca teve passagem policial e possui certidão de antecedentes criminais negativa. Segundo ela, a vinculação do nome dele aos crimes em Alagoas decorre exclusivamente de laço de parentesco com um dos investigados.

“A inexistência de provas concretas que o apontem como autor, coautor ou partícipe de crimes será demonstrada no curso do processo”, afirmou a defesa.

Marcos Davi deverá ser encaminhado à Justiça de Alagoas, que dará sequência ao processo relacionado ao mandado de prisão.

Leia também