Menino de 5 anos morre após engasgar com chiclete em loja de Maceió
Bernardo ficou quatro dias internado após sofrer parada cardiorrespiratória no estabelecimento
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A morte do pequeno Bernardo Cavalcanti Morais de Oliveira, de apenas cinco anos, mergulhou a cidade de Maceió e o distrito de Luziápolis, em Campo Alegre, em profunda comoção. A criança faleceu nesta sexta-feira (20) após passar quatro dias internada no Hospital Geral do Estado (HGE), lutando contra as sequelas de um acidente doméstico que aconteceu justamente no feriado de Carnaval.
O incidente ocorreu na segunda-feira (16), enquanto Bernardo passeava com os avós em uma unidade da Havan, localizada no bairro Tabuleiro do Martins, na parte alta da capital. De acordo com relatos da família, o menino se engasgou com um chiclete dentro da loja. O que era para ser um momento de lazer em família se transformou em um desespero: clientes presentes no local tentaram ajudar a criança, mas, segundo o tio da vítima, Júlio Cavalcanti, o socorro prestado pela equipe do estabelecimento foi tardio e ineficaz.
“Estamos consternados, sem entender como um estabelecimento daquele porte não tem uma equipe preparada para uma situação de emergência. Ele foi socorrido por clientes e por uma funcionária que tentou fazer a massagem, mas não tinha preparo adequado”, desabafou o tio, expressando a indignação da família diante da demora e da falta de preparo para reverter o quadro.
Ainda segundo os familiares, um cliente precisou conduzir Bernardo às pressas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Santa Lúcia. A criança deu entrada na unidade já em parada cardiorrespiratória. Em uma verdadeira corrida contra o tempo, a equipe médica realizou manobras de reanimação por cerca de 75 minutos, conseguindo estabilizá-lo. No entanto, devido à gravidade da situação e ao tempo prolongado sem oxigenação, ele foi transferido para o HGE, onde permaneceu internado até a confirmação do óbito na sexta-feira.
O velório de Bernardo foi realizado em Luziápolis, em uma igreja evangélica, e reuniu dezenas de familiares e moradores da comunidade. A criança era querida e bastante conhecida na região, e sua partida precoce deixou uma marca de tristeza e revolta nos vizinhos, que acompanharam a like. A família agora busca entender as circunstâncias exatas do ocorrido dentro da loja e se houve negligência no atendimento inicial.
Em nota oficial, a Havan lamentou profundamente a morte do menino e manifestou solidariedade à família. A empresa, no entanto, apresentou uma versão diferente sobre o atendimento. Afirmou que possui colaboradores treinados em primeiros socorros e que, no momento do incidente, a equipe foi imediatamente acionada e prestou atendimento. A nota acrescenta que um profissional da área da saúde, que estava na loja no momento, também auxiliou e orientou os familiares a conduzirem a criança ao hospital com a máxima urgência. A empresa reiterou seu compromisso com a segurança e o bem-estar de clientes e colaboradores, colocando-se à disposição para esclarecer os fatos.