Buscas por crianças desaparecidas em Bacabal chegam a 46 dias; veja o que se sabe sobre o caso
Ágatha Isabelle (6) e Allan Michael (4) sumiram em janeiro; operação envolve bombeiros, Marinha e apoio aéreo no interior do Maranhão
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As buscas por Ágatha Isabelle, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, completam 46 dias nesta sexta-feira (20) em Bacabal, no interior do Maranhão. O desaparecimento das crianças mobiliza forças de segurança, autoridades locais e moradores da região desde 4 de janeiro, mas até o momento não há pistas concretas sobre o paradeiro dos irmãos.
O prefeito de Bacabal, Roberto Costa (MDB), afirmou que a operação continuará até que as crianças sejam localizadas. As investigações seguem sob sigilo.
Como estão as buscas pelas crianças desaparecidas
De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, as equipes voltaram a percorrer áreas já vistoriadas anteriormente, concentrando esforços nos pontos mapeados nos primeiros dias da operação, para verificar possíveis detalhes que possam ter passado despercebidos.
As ações incluem:
- Varreduras terrestres em área de mata superior a 3.200 km²
- Uso de drones e helicópteros para monitoramento aéreo
- Atuação de cães farejadores
- Buscas no entorno da chamada “casa caída”, cabana abandonada onde foi identificado o último rastro das crianças
A cabana está localizada a aproximadamente 3,5 quilômetros, em linha reta, da comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, onde os irmãos desapareceram.
As equipes ressaltam que o terreno é de difícil acesso, com mata fechada, relevo irregular, riachos, lagos e presença de animais silvestres, fatores que tornam a operação extremamente complexa.
Operação no Rio Mearim
As buscas também se concentraram no Rio Mearim, nas proximidades do local do desaparecimento. A Marinha do Brasil realizou cinco dias de operação fluvial, percorrendo mais de 19 quilômetros com apoio de mergulhadores e sonar de varredura lateral (side scan sonar).
Sem indícios de que as crianças tenham passado pelo rio, a Marinha encerrou a fase de buscas na área aquática no fim de janeiro, mas informou que permanece em prontidão caso surjam novas informações.
Falsos indícios e pistas não confirmadas
Durante as últimas semanas, surgiram informações que não se confirmaram. Uma denúncia levou a Polícia Civil de São Paulo a verificar um hotel na capital paulista, mas as crianças encontradas no local não eram Ágatha e Allan. Voluntários localizaram roupas infantis próximas a uma gruta na região, porém não houve comprovação de ligação com o caso.
O desaparecimento ocorreu em 4 de janeiro, quando os irmãos brincavam na mata com o primo Anderson Kauã, de 8 anos, na zona rural de Bacabal.
Três dias depois, Anderson foi encontrado debilitado e sem roupas. Ele relatou que os três entraram na floresta por conta própria e se desorientaram. Ao chegarem à “casa caída”, teria se separado dos primos para buscar ajuda.
Desde então, as buscas seguem de forma ininterrupta.
O caso das crianças desaparecidas em Bacabal continua mobilizando a população e as autoridades do Maranhão. Até o momento, não há confirmação sobre o paradeiro de Ágatha e Allan.