Avó paterna de irmãos desaparecidos admite briga familiar e nega boatos em Bacabal
Mãe do padrasto falou pela primeira vez, confirmou conflito antes do sumiço e disse que informações falsas têm atrapalhado as investigações
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A mãe do padrasto dos irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michael, desaparecidos há quase um mês em Bacabal, no Maranhão, quebrou o silêncio e confirmou que houve uma briga familiar pouco antes do sumiço das crianças. Em entrevista ao SBT, Maria do Amparo negou qualquer envolvimento no desaparecimento e afirmou que boatos espalhados nas redes sociais não condizem com a realidade.
Segundo Maria, o desentendimento ocorreu por ela não aceitar o relacionamento do filho, Márcio, com Clarice Cardoso, mãe das crianças, após o fim de um casamento anterior. Ela ressaltou, no entanto, que o conflito não tem ligação com o desaparecimento dos irmãos.
Durante a entrevista, a avó paterna admitiu que, no calor da discussão, chegou a arremessar uma cadeira contra o próprio filho. Por outro lado, negou categoricamente rumores de que teria ameaçado Clarice ou usado uma foice, como passou a circular em mensagens e publicações na internet.
“O que eu tenho a dizer é que é só mentira. Esse negócio de celular, de internet, isso é só mentira. Eu jamais diria que não gosto dos filhos dela”, afirmou Maria do Amparo. Ela disse ainda que só passou a conviver mais de perto com Clarice após o desaparecimento, com o objetivo de oferecer apoio à família.
Abalada, Maria relatou o sofrimento diante da situação. “Tô sofrendo porque eu sou mãe, sou avó, e sei que é a dor de perder um filho assim”, declarou. O padrasto das crianças também chegou a ser alvo de suspeitas e boatos, posteriormente descartados pelas equipes de investigação.
As buscas por Ágatha e Allan seguem em andamento, com o uso de cães farejadores e recursos tecnológicos. O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, voltou a pedir cautela à população e alertou para os impactos negativos da disseminação de informações falsas.
“Boatos apenas ampliam a dor da família e prejudicam diretamente os trabalhos de busca”, afirmou o secretário. De acordo com ele, uma comissão formada por delegados de São Luís, em conjunto com a delegada titular da Delegacia de Bacabal, atua na apuração de todas as linhas levantadas.
Maurício Martins reforçou que todas as pessoas ouvidas até agora prestaram depoimento apenas como testemunhas e que qualquer informação diferente disso não procede. “Espalhar boatos ou repassar informações falsas às forças de segurança é crime. As informações oficiais sobre o caso são divulgadas exclusivamente por meio de porta-vozes autorizados ou notas oficiais”, concluiu.