Desemprego em Alagoas sobe e estado aparece entre os piores índices do país, aponta IBGE
Pnad Contínua mostra que estado registra uma das maiores taxas de desocupação do Brasil no 4º trimestre de 2025
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O desemprego em Alagoas apresentou aumento e colocou o estado entre os piores índices do país no quarto trimestre de 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).
De acordo com o levantamento, Alagoas registrou taxa de desocupação de 8,0% no quarto trimestre, figurando entre os cinco estados com maior desemprego no Brasil, ao lado de Pernambuco, Bahia, Piauí e Amapá. No ranking nacional, o estado também aparece com uma das maiores taxas anuais de desocupação em 2025, alcançando 8,3%.
Enquanto a média nacional fechou o período em 5,1% — o melhor resultado da série histórica —, Alagoas segue acima do índice brasileiro. O contraste se torna ainda mais evidente quando comparado a estados como Santa Catarina (2,2%), Espírito Santo (2,4%) e Mato Grosso (2,4%), que registraram as menores taxas do país.
Além do desemprego elevado, Alagoas também figura entre os estados com maiores índices de subutilização da força de trabalho. A taxa composta, que inclui desocupados, subocupados por insuficiência de horas trabalhadas e pessoas na força de trabalho potencial, chegou a 25,1% no estado, uma das mais altas do Brasil.
Outro dado preocupante é o percentual de pessoas desalentadas — aquelas que desistiram de procurar emprego. Em Alagoas, o índice atingiu 8,0%, colocando o estado entre os três maiores do país nesse indicador, atrás apenas do Maranhão e à frente de outros estados do Nordeste.
Os números reforçam o cenário de dificuldades estruturais na geração de emprego e renda em Alagoas, mesmo diante da melhora registrada no cenário nacional. Especialistas apontam que fatores como informalidade elevada, baixa escolaridade média e dependência de setores específicos da economia influenciam diretamente os índices de desemprego no estado.
A taxa de informalidade no Brasil fechou o trimestre em 37,6%. Os dados do IBGE reacendem o debate sobre políticas públicas voltadas à geração de empregos formais, qualificação profissional e atração de investimentos para Alagoas, especialmente em um cenário em que o país apresenta os menores índices históricos de desemprego, mas o estado ainda enfrenta números acima da média nacional.