Facção criminosa impõe "regras" a moradores de condomínio na Santa Amélia e Polícia Civil investiga autores
Mensagens com ameaças foram enviadas via WhatsApp por criminosos que usaram QR Code para acessar grupo de residentes; suspeitos agiram de fora de Alagoas
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A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) está investigando o envio de mensagens ameaçadoras a moradores do Residencial Pedro Teixeira I, localizado no bairro da Santa Amélia, em Maceió. As mensagens, atribuídas a supostos integrantes da facção criminosa Comando Vermelho, foram enviadas por meio de um grupo de WhatsApp criado para os residentes e estabeleciam uma série de "regras" a serem seguidas no local, gerando medo e insegurança entre as famílias, muitas das quais ainda nem sequer se mudaram para os novos apartamentos.
De acordo com o delegado Igor Diego, coordenador da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), os criminosos conseguiram acessar o grupo do condomínio por meio de um QR Code que estava divulgado no local. As investigações iniciais apontam que as mensagens foram enviadas de dois números de celular, um com registro em Alagoas e outro no Rio de Janeiro, mas ambos os aparelhos estavam fora do estado de Alagoas no momento do envio das ameaças. Os investigadores acreditam que pessoas de outros estados estão por trás das intimidações, com o objetivo de aterrorizar os moradores locais.
Entre as imposições feitas pela facção criminosa estão a proibição da instalação de câmeras de monitoramento tanto nas dependências do condomínio quanto nos apartamentos, a exigência de que os moradores baixem os vidros dos veículos no momento de entrar no estacionamento e a proibição de que pessoas ligadas a facções rivais residam no local. As mensagens deixaram os moradores assustados, e a polícia agora trabalha para identificar os responsáveis.
O delegado Igor Diego ressaltou a gravidade da situação e a necessidade de responsabilização dos autores. "Tomamos conhecimento pelas redes sociais dessas ameaças realizadas no grupo do condomínio e já estamos fazendo uma investigação. Já identificamos que as mensagens foram enviadas de dois celulares, um de Alagoas e outro do Rio de Janeiro, mas que ambos estavam fora de Alagoas no momento do envio. São pessoas de outros Estados que estão querendo amedrontar os moradores, muitos dos quais ainda nem se mudaram para os novos apartamentos. O nosso trabalho agora é identificar essas pessoas e responsabilizá-las pelos crimes de Organização Criminosa e Constrangimento Ilegal", afirmou o coordenador da DRACCO em entrevista à imprensa.
Apesar do pânico gerado entre os residentes, a polícia informou que, até o momento, nenhum morador foi abordado diretamente pelos criminosos, e não há registro de boletim de ocorrência formal relacionado às ameaças. O delegado fez um apelo à população para que qualquer informação que possa auxiliar na identificação dos suspeitos seja repassada de forma anônima e sigilosa por meio do Disque Denúncia, no número 181. O sigilo do denunciante é garantido . As unidades habitacionais do Residencial Pedro Teixeira I foram entregues no final de janeiro a famílias em situação de vulnerabilidade social, e a comunidade agora vive sob o temor imposto por essas ameaças.