Suspeito usou carregador de celular para matar estudante de psicologia em Minas Gerais
Ítalo Jefferson da Silva, de 43 anos, confessou estupro e homicídio; vítima foi escolhida de "forma aleatória" em Juatuba
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A estudante de psicologia Vanessa Lara de Oliveira, de 23 anos, foi assassinada após ser estrangulada com um cabo de carregador de celular em Juatuba, no interior de Minas Gerais. O crime brutal foi descoberto na terça-feira (10), quando um morador encontrou o corpo da jovem em uma área de mata da cidade e acionou imediatamente a Polícia Militar pelo 190. A vítima estava sem roupas no momento em que foi localizada, o que levantou suspeitas iniciais de violência sexual.
Após o chamado, a Polícia Militar isolou a área e acionou as equipes da Polícia Civil e da perícia técnico-científica, que compareceram ao local para dar início às investigações. Durante os trabalhos periciais, foram apreendidos um notebook, um celular, um carregador e uma mochila contendo roupas, pertences que estavam próximos ao corpo da vítima. O delegado André Luiz Cândido Ribeiro, responsável pelo caso, explicou que a presença desses objetos no local já indicava que o crime não havia sido motivado por furto ou roubo, apontando para a hipótese de estupro seguido de homicídio.
"A perícia do IML pode confirmar, provavelmente, um crime sexual e homicídio posterior. Não houve perfurações, foi só estrangulamento, com um cordão de carregador de celular", detalhou o investigador, explicando a dinâmica provável da morte. O corpo de Vanessa foi encaminhado ao Posto Médico-Legal de Betim para a realização de exames detalhados e, posteriormente, liberado para os familiares darem o devido sepultamento.
Após dias de intensas buscas, o suspeito, identificado como Ítalo Jefferson da Silva, de 43 anos, foi preso em flagrante na tarde de quinta-feira (12) em Carmo do Cajuru, também em Minas Gerais. A prisão ocorreu de forma cinematográfica: os policiais avistaram o criminoso dentro de um trem que seguia de Itaúna para Divinópolis e contataram o maquinista, que interrompeu a viagem e travou o veículo. Ao perceber a movimentação, Ítalo tentou fugir e se esconder pela cidade, mas foi rapidamente interceptado e detido pelas equipes policiais.
Já sob custódia, o suspeito confessou ter estuprado e assassinado a estudante de psicologia. Em seu depoimento, afirmou que o crime não foi planejado e que a vítima foi escolhida de "forma aleatória". Quando questionado sobre as lesões aparentes em seu próprio corpo, Ítalo disse que elas ocorreram durante o ataque à jovem. A Polícia Civil informou que ele era alvo de um mandado de prisão expedido pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
A ficha criminal do suspeito revela um histórico de extrema periculosidade. Segundo o TJMG, Ítalo já havia cumprido pena em regime fechado pelos crimes de tráfico de drogas, furto, roubo e estupro. Suas penas anteriores totalizam 38 anos, 10 meses e 29 dias de prisão, dos quais 23 anos, 11 meses e 19 dias foram efetivamente cumpridos. Apesar do longo histórico de violência, ele estava em regime semiaberto domiciliar desde 20 de dezembro do ano passado, após uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Agora, além de responder por esses crimes anteriores, Ítalo será julgado pelo homicídio de Vanessa, e a Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer todos os detalhes dessa tragédia que chocou a cidade de Juatuba e todo o estado de Minas Gerais.