31 de julho de 2025
FAKE NEWS

Deputado usa vídeo de mãe de criança autista da Bahia para fazer denúncia falsa sobre educação de Maceió

Rafael Brito (MDB) publicou imagens de mãe de Itabuna como se fossem de Alagoas; Prefeitura rebate

Por Redação
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Deputado Rafael Brito publicou fake news nesta quinta-feira (12) - Foto: Reprodução

O deputado federal Rafael Brito (MDB) se enrolou numa polêmica nas redes sociais nesta quinta-feira (12). O parlamentar publicou um vídeo de uma mãe de criança autista desabafando sobre exclusão escolar — só tinha um problema: a gravação não foi feita em Maceió, mas em Itabuna, no interior da Bahia. A denúncia dele, portanto, não passa de uma mentira.

No post, Brito aparece com um texto contundente. “Esse é apenas mais um dos relatos de exclusão nas escolas de municípios. Crianças autistas seguem enfrentando barreiras onde deveriam encontrar acolhimento”, escreveu. Emendou: “Educação não é despesa secundária. É dever do poder público garantir estrutura, profissionais capacitados e respeito às famílias. Cobramos providências imediatas e apuração dos fatos. Incluir não é favor. É direito. E direito se cumpre.”

O problema é que o vídeo veio do perfil @renataoframos, de Renata Ramos, uma mãe atípica que mora em Itabuna. A gravação nada tem a ver com a rede municipal de ensino de Maceió. Mesmo assim, o deputado usou as imagens como se retratassem uma realidade alagoana.

A Prefeitura de Maceió não engoliu a história. Em nota oficial, desmentiu o parlamentar com todas as letras: “Não procede a informação de que as imagens tenham sido gravadas no município. O conteúdo em questão foi registrado na cidade de Itabuna, no estado da Bahia, não tendo relação com a rede municipal de ensino de Maceió.” O comunicado ainda faz um alerta importante sobre o combate às fake news e orienta a população a verificar a origem dos conteúdos antes de sair compartilhando por aí.

Agora, além de não ter contribuído em nada para melhorar a vida das famílias atípicas, Rafael Brito precisa explicar por que tentou enganar os próprios eleitores. 

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