31 de julho de 2025
decisão definitiva em março

Com aposentadoria compulsória de Buzzi, Lula poderá indicar oitavo ministro ao STJ no mandato

Ministro afastado por unanimidade nesta terça (10) deve ser punido no próximo mês; presidente também precisará nomear outros dois substitutos para aposentadorias já programadas

Por Redação
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Ministro afastado por unanimidade nesta terça (10) deve ser punido no próximo mês; presidente também precisará nomear outros dois substitutos para aposentadorias já programadas - Foto: Ricardo Stuckert/PR

A punição do ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), com aposentadoria compulsória, prevista para ocorrer em março, abrirá caminho para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) faça a oitava nomeação para o tribunal neste terceiro mandato.

Buzzi, de 68 anos, foi afastado cautelarmente por unanimidade pelo STJ nessa terça-feira (10), em uma sessão marcada por silêncio e indignação entre os pares. Ele é alvo de duas denúncias de importunação sexual reveladas na última semana. A decisão definitiva sobre sua punição será tomada em 10 de março, quando o plenário analisará o relatório final da sindicância. São necessários 22 votos (dois terços do tribunal) para a aposentadoria compulsória – a sanção administrativa mais grave prevista para a magistratura.

Oitava indicação de Lula ao STJ


Desde 2023, Lula já nomeou sete ministros para o STJ: a advogada Daniela Teixeira e os desembargadores José Afrânio Vilela e Teodoro Silva Santos (2023), além de Marluce Caldas e Carlos Brandão (agosto de 2025). Com a saída de Buzzi, o presidente poderá indicar mais um nome para integrar a corte.

Além dessa vaga, outras duas aposentadorias já estavam programadas para este ano: Antonio Saldanha Palheiro deixa o tribunal em abril e Og Fernandes, em novembro, ambos por completarem 75 anos. Com isso, Lula deverá nomear, ao todo, dez ministros ao STJ até o fim de 2026, o que representará quase um terço da composição da corte.

Punição não extingue responsabilização criminal


A aposentadoria compulsória, embora grave, permite que o magistrado continue recebendo salário proporcional – atualmente, Buzzi tem remuneração mensal de R$ 44.047,88. A sanção administrativa, no entanto, não encerra as demais frentes de responsabilização.

O ministro também é investigado criminalmente em inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) , sob relatoria do ministro Nunes Marques.

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