31 de julho de 2025
Justiça

“Acabou com a minha vida”, diz esposa de ministro do STJ acusado de importunação sexual

Desabafo foi feito em grupo de WhatsApp após pai de jovem de 18 anos relatar suposto caso; Marco Buzzi está afastado do cargo por decisão cautelar

Por Redação
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Ministro do STJ Marco Buzzi - Foto: Sérgio Amaral/STJ

A esposa do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi afirmou que sua vida “acabou” após tomar conhecimento das acusações de importunação sexual contra o magistrado. O desabafo foi feito em um grupo de WhatsApp, onde ela reagiu ao relato escrito pelo pai de uma jovem de 18 anos que acusa o ministro. A informação foi divulgada no Blog da jornalista Débora Bergamasco, na CNN Brasil.

Segundo as mensagens, a mulher disse estar “perdida” e “sem saber o que fazer” diante da situação. “Está difícil. Acabou com a minha vida. Nunca imaginaria isso nem nos meus piores pesadelos”, escreveu. Casada há 43 anos com o ministro, ela também destacou que, ao longo do relacionamento, jamais teria presenciado qualquer episódio semelhante.

No mesmo grupo, afirmou que deixaria a residência onde estava com o marido e buscaria abrigo na casa de amigas. Buzzi participava da conversa, mas não se pronunciou.

O pai da jovem utilizou o espaço para defender a filha e sustentar a acusação. Ele afirmou que o ministro teria interpretado de forma equivocada a postura da jovem, que, segundo ele, não se calaria diante do ocorrido. “Ela não será afetada por tamanho absurdo”, escreveu.

O ministro Marco Buzzi foi afastado cautelarmente das funções nesta terça-feira (10), após denúncias de importunação sexual feitas por duas mulheres. A medida foi tomada no âmbito de uma sindicância interna aberta por decisão unânime dos demais ministros da Corte.

Horas depois da instauração do procedimento, Buzzi apresentou atestado médico e pediu afastamento. O STJ marcou para 10 de março de 2026 a sessão que irá analisar o relatório final da apuração.

A defesa do magistrado nega as acusações e sustenta que o afastamento não seria necessário, argumentando que não há risco à investigação e que o ministro já está licenciado para tratamento de saúde. Os advogados afirmam que irão apresentar provas para contestar as denúncias.

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