Testemunha suspeita que Suzane von Richthofen mandou invadir casa do tio para roubar documentos da herança
Prima do médico morto, Silvia Magnani, deu depoimento à polícia e acredita que furto foi encomendado; bens avaliados em R$ 5 milhões são alvo de disputa judicial
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A prima do médico Miguel Abdalla Netto, tio materno de Suzane von Richthofen, suspeita que a condenada pelo assassinato dos pais tenha encomendado as invasões à casa dele para roubar documentos relacionados à herança, avaliada em R$ 5 milhões. A informação foi repassada por um amigo da empresária Carmem Silvia Magnani, após ela prestar mais de duas horas de depoimento no 27º DP (Campo Belo) nesta terça-feira (10).
Segundo Silvia Magnani, que afirma ter sido companheira do médico por mais de uma década, a forma do crime levanta suspeitas: o invasor usava boné e máscara e, primeiro, levou documentos pessoais e papéis detalhando a herança, deixando para trás objetos de valor como eletrônicos. “Um ladrão jamais levaria primeiro documentos pessoais e desdenharia de objetos de valor”, teria dito ela a interlocutores.
A polícia investiga um furto ocorrido em 20 de janeiro, dias após a morte de Abdalla, quando móveis, dinheiro e documentos foram levados. Câmeras de segurança registraram a invasão.
Silvia Magnani e Suzane estão em uma disputa judicial pela herança de R$ 5 milhões. A Justiça já nomeou Suzane como inventariante dos bens, decisão contestada pela prima, que busca o reconhecimento de uma suposta união estável. Silvia tentou localizar o irmão de Suzane, Andreas, para que ele pleiteasse a herança, mas não o encontrou.
A prima acusa Suzane de já ter subtraído um carro e outros bens da casa sem autorização judicial. A morte do médico, em 9 de janeiro, foi registrada como “suspeita”, e o muro de sua casa chegou a ser pichado com a frase: “Será que foi a Suzane?”.
Miguel Abdalla foi tutor de Andreas e ex-inventariante dos bens dos pais de Suzane, assassinados em 2002 por sua ordem. A relação entre tio e sobrinha já foi conflituosa, com acusações mútuas no passado. Suzane cumpre pena em regime aberto desde 2023.
A polícia segue investigando tanto a morte do médico quanto os furtos à sua residência, enquanto a batalha judicial pelos R$ 5 milhões se intensifica.