31 de julho de 2025
São Paulo

Suzane von Richthofen tenta liberar corpo de tio encontrado morto

Polícia trata caso como morte suspeita e nega pedido feito pela sobrinha, que também tenta assumir inventário dos bens

Por Redação
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Sem conseguir a liberação na delegacia, Suzane entrou com um pedido de tutela na Justiça para tentar reverter a decisão. Até o momento, o corpo permanece no IML. - Foto: re

Condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos próprios pais, Suzane von Richthofen foi à 27ª Delegacia de Polícia, na zona sul de São Paulo, para tentar liberar o corpo do tio Miguel Abdala Netto, de 76 anos, encontrado morto dentro de casa, no bairro do Campo Belo. O caso é investigado pela Polícia Civil como morte suspeita.

A presença de Suzane na unidade policial causou surpresa entre os agentes. Foi na mesma delegacia que, em 2002, foi registrado o boletim de ocorrência do assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen, mortos a pauladas a mando dela.

Miguel era médico, vivia sozinho e não tinha esposa, filhos ou parentes diretos vivos além de Suzane e de Andreas von Richthofen. Aos investigadores, Suzane alegou ser a parente consanguínea mais próxima, na condição de sobrinha de primeiro grau, e tentou formalizar a liberação do corpo para sepultamento medida que também abriria caminho para que ela assumisse o inventário dos bens deixados pelo tio.

O patrimônio inclui uma casa e um apartamento no Campo Belo, além de um sítio no litoral paulista, avaliados em cerca de R$ 5 milhões.

A polícia, no entanto, negou o pedido. Um dia antes, Sílvia Magnani, prima de primeiro grau e ex-companheira de Miguel, também tentou liberar o corpo, mas foi orientada a apresentar documentação que comprove o parentesco. Ela conseguiu apenas fazer o reconhecimento no Instituto Médico Legal (IML).

Na madrugada em que o corpo foi encontrado, o portão da casa apareceu pichado com a frase “Será que foi a Suzane?”, o que aumentou a repercussão do caso. A polícia aguarda os resultados de exames periciais e toxicológicos para esclarecer a causa da morte.

Sem conseguir a liberação na delegacia, Suzane entrou com um pedido de tutela na Justiça para tentar reverter a decisão. Até o momento, o corpo permanece no IML.