CPMI do INSS decide nesta quinta se quebra sigilos de Lulinha, ex-presidente do órgão e publicitária
Comissão vai votar requerimentos para acessar dados bancários e fiscais do filho do presidente Lula, da publicitária Danielle Fonteles e do ex-presidente do INSS Aldroaldo Portal
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A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS definirá nesta quinta-feira, 5 de fevereiro, um passo crucial em suas investigações: quebrar ou blindar os sigilos bancário e fiscal do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. Também serão votados requerimentos para acessar os dados de outros dois investigados: a publicitária Danielle Fonteles e o ex-presidente do INSS, Aldroaldo Portal.
A comissão investiga possíveis ligações dos três com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS", suspeito de comandar um esquema de corrupção no instituto.
As acusações e as ligações investigadas:
- Contra Lulinha: Um dos requerimentos, apresentado pelo relador deputado Alfredo Gaspar (União-AL), cita mensagens interceptadas em que, ao ser questionado sobre o destinatário de um pagamento de R$ 300 mil, Antônio Camilo teria respondido tratar-se de "o filho do rapaz". A PF já ouviu um ex-funcionário do Careca que afirmou que o empresário pagaria uma "mesada" de R$ 300 mil a Lulinha para que ele "abrisse portas" no governo para a empresa de maconha medicinal do Careca, a Cannabis World. Lulinha também é amigo pessoal da lobista Roberta Luchsinger, que trabalhou com o Careca.
- Contra Danielle Fonteles: A publicitária, que fez campanhas para o PT, recebeu um pagamento de R$ 200 mil de uma empresa suspeita de ser de fachada. Questionada, ela afirmou que o dinheiro era, na verdade, do "Careca do INSS". Mensagens de WhatsApp revelaram ainda que Danielle coordenava a operação de maconha medicinal de Antônio Carlos em Portugal.
- Contra Aldroaldo Portal: O ex-secretário-executivo do Ministério da Previdência foi alvo da Operação Sem Desconto da PF em dezembro, sendo preso e afastado do cargo. A CPMI quer ter acesso a seus dados financeiros para aprofundar as investigações sobre sua atuação no suposto esquema.
A votação dos requerimentos nesta quinta-feira é um momento decisivo. Se aprovados, a comissão terá acesso a um amplo leque de informações financeiras dos investigados, o que pode acelerar e direcionar as apurações. A rejeição dos pedidos, por outro lado, representaria um obstáculo significativo para os parlamentares que buscam desvendar as conexões do esquema.