Mercado reduz previsão de inflação para 3,99% em 2026 e mantém crescimento do PIB em 1,8%
Pela 4ª semana seguida, analistas baixam estimativa do IPCA, que fica dentro da meta. Expectativa para dólar no fim do ano é de R$ 5,50
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O mercado financeiro reduziu novamente sua previsão para a inflação oficial de 2026, medida pelo IPCA. A estimativa caiu de 4,00% para 3,99%, conforme o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (2) pelo Banco Central. Esta é a quarta semana consecutiva de queda na projeção, que agora se mantém dentro do centro da meta (que tem teto de 4,5%).
Principais projeções do mercado para 2026
- Inflação (IPCA): 3,99% (dentro da meta de 3% ± 1,5 p.p.).
- Crescimento do PIB: 1,8% (estável).
- Taxa Selic no fim do ano: 12,25% ao ano (indicando expectativa de cortes a partir de março).
- Câmbio (Dólar): R$ 5,50 no fim de 2026.
Contexto e próximos passos
A inflação acumulada de 2025 fechou em 4,26%. O primeiro dado de 2026, referente a janeiro, será divulgado pelo IBGE no próximo dia 10 de fevereiro. O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC manteve a Selic em 15% ao ano na última reunião, mas sinalizou o início do ciclo de cortes para março, desde que o cenário inflacionário permaneça controlado.
Expectativas para os próximos anos
O mercado mantém um cenário de desaceleração gradual da inflação e juros ainda elevados, porém em trajetória de queda:
- Inflação: 3,8% (2027); 3,5% (2028 e 2029).
- Taxa Selic: 10,5% (2027); 10% (2028); 9,5% (2029).
- Crescimento do PIB: 1,8% (2027); 2% (2028 e 2029).
A manutenção da projeção do PIB em 1,8% para 2026 reflete uma expectativa de desaceleração em relação ao crescimento de 3,4% registrado em 2024. O dólar deve permanecer estável no patamar de R$ 5,50 até o final de 2027, segundo as atuais projeções.