Salário mínimo de R$ 1.621 começa a ser pago a trabalhadores nesta segunda
Aumento de 6,79% vale para contracheque de janeiro. Novo valor serve de base para aposentadorias, benefícios e contribuições previdenciárias
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O novo salário mínimo nacional de R$ 1.621 começa a ser pago aos trabalhadores a partir desta segunda-feira (2), nos contracheques referentes ao mês de janeiro. O reajuste de 6,79% (R$ 103 a mais) segue a política de valorização que combina inflação e crescimento da economia. Os aposentados e pensionistas do INSS já começaram a receber o novo valor no final de janeiro.
Segundo o Dieese, o novo piso impacta diretamente 61,9 milhões de brasileiros e deve injetar R$ 81,7 bilhões na economia em 2026. O governo estima um impacto total de R$ 110 bilhões ao considerar também a isenção de Imposto de Renda, com um custo adicional de R$ 39,1 bilhões para a Previdência.
O novo valor serve de referência para uma série de direitos. Veja os principais ajustes:
- INSS (Aposentadorias e Pensões):
- Benefícios no piso (1 salário mínimo): reajuste integral para R$ 1.621.
- Benefícios acima do piso: reajuste de 3,90% (pelo INPC de 2025).
- Teto do INSS: sobe para R$ 8.475,55.
- Contribuições do Trabalhador CLT: As faixas salariais para desconto foram atualizadas. A alíquota de 7,5% vale agora para quem ganha até R$ 1.621.
- Seguro-Desemprego:
- Reajustado em 3,90%, com vigência desde 11 de janeiro.
- Parcela mínima: R$ 1.621.
- Parcela máxima: R$ 2.518,65.
- Salário-Família: O valor por dependente sobe para R$ 67,54 (pago a quem recebe até R$ 1.980,38).
- Contribuições de Autônomos e MEI:
- Plano normal (20%): R$ 324,20.
- Plano simplificado (11%): R$ 178,31.
- Baixa renda e MEI (5%): R$ 81,05.
O aumento de 6,79% resulta da soma da inflação de 2025 (4,18% pelo INPC) com um crescimento real do PIB de 3,4%. Pela regra do arcabouço fiscal, o crescimento real é limitado a 2,5%, resultando no percentual final: 4,18% + 2,5% = 6,79%.