31 de julho de 2025
após cumprimento de 28% da pena

Ex-produtor condenado pelo incêndio da Boate Kiss tem regime aberto concedido pela Justiça

Luciano permanecerá em prisão domiciliar com monitoramento eletrônico até a formalização de sua inclusão no programa

Por Redação
Publicado em
Luciano Bonilha Leão, um dos condenados pela tragédia da Boate Kiss - Foto: Reprodução

Luciano Bonilha Leão, um dos condenados pela tragédia da Boate Kiss, que causou 242 mortes e mais de 600 feridos em Santa Maria (RS) em 2013, teve a progressão para o regime aberto concedida pela Vara de Execução Criminal Regional na última sexta-feira (30). O ex-produtor musical cumpriu 28% da pena (3 anos, 1 mês e 28 dias) e estava no regime semiaberto desde setembro de 2025.

De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), Luciano já preenchia os requisitos para a progressão desde janeiro de 2026. O Ministério Público havia se manifestado favoravelmente aos benefícios por trabalho e estudo, mas solicitou a realização de um exame criminológico antes da progressão — pedido não acatado pela juíza.

A magistrada determinou a expedição do alvará de soltura e autorizou o trabalho externo, compatível com o regime aberto. Luciano permanecerá em prisão domiciliar com monitoramento eletrônico até a formalização de sua inclusão no programa. A pena original de 18 anos foi reduzida para 11 anos em agosto de 2025, após revisão pelo TJRS.

Relembre o caso

A tragédia ocorreu na madrugada de 27 de janeiro de 2013, quando um sinalizador pirotécnico disparado por um integrante da banda Gurizada Fandangueira atingiu a espuma do teto, causando um incêndio rápido e letal. Além de Luciano, foram condenados os sócios da boate Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann (pena reduzida para 12 anos cada) e o vocalista da banda Marcelo de Jesus dos Santos (11 anos). O julgamento aconteceu em dezembro de 2021.

Leia também