"É um Padrão", diz coletivo da Boate Kiss sobre incêndio na Suíça com mais de 40 mortos
Grupo que representa vítimas de Santa Maria traça paralelos entre tragédias, apontando pirotecnia, superlotação e falhas em saídas de emergência como "negligência estrutural"
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O coletivo "Kiss que não se repita", formado por familiares e sobreviventes da tragédia da Boate Kiss em Santa Maria (RS), emitiu um manifesto nas redes sociais estabelecendo um paralelo direto entre o incêndio que matou 242 pessoas em 2013 e o recente incêndio no bar Constellation, em Crans-Montana, na Suíça, que deixou pelo menos 40 mortos na virada do ano.
Em publicação feita nesta quinta-feira (1º), o grupo afirma que a repetição de tragédias em casas noturnas ao redor do mundo segue um "padrão de negligência" que ignora falhas de segurança já amplamente conhecidas. O coletivo listou os fatores comuns que caracterizam, em sua visão, uma "tragédia-crime":
- Uso de pirotecnia em ambiente fechado com materiais inflamáveis.
- Saídas de emergência insuficientes para o fluxo de pessoas.
- Superlotação do espaço, agravando o pânico durante a fuga.
- Ausência de prevenção e descumprimento de normas técnicas.
"O problema não é geográfico, é estrutural", afirma o grupo, destacando que as lições de Santa Maria não foram aprendidas globalmente.
Detalhes da Tragédia na Suíça
O incêndio ocorreu por volta das 1h30 da madrugada de quinta-feira (1º), durante as comemorações de Ano Novo no bar Constellation, localizado em uma luxuosa estação de esqui nos Alpes. O fogo, que teria se iniciado no teto de madeira, se alastrou rapidamente. O local tem capacidade para 300 pessoas e abrigava dois bares e uma área para narguilé.
Uma grande operação de resgate foi acionada, com dez helicópteros e 40 ambulâncias. As autoridades suíças alertaram que as investigações sobre as causas precisas do incêndio podem levar um longo tempo para serem concluídas.