Laudo médico aponta piora grave na saúde mental de Adélio Bispo e diagnostica esquizofrenia
De acordo com o parecer,o autor da facada contra Bolsonaro apresenta delírios estruturados de cunho religioso, político e persecutório, além de isolamento social
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O estado de saúde mental de Adélio Bispo de Oliveira, autor da facada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro em 2018, sofreu uma piora grave, segundo o mais recente laudo pericial. O documento, ao qual a coluna do Metrópoles teve acesso exclusivo, diagnosticou Adélio com esquizofrenia paranoide e apontou um "risco contínuo" de periculosidade, recomendando sua internação em hospital psiquiátrico de custódia. Não há, na avaliação médica, qualquer indicação de concessão de liberdade.
O laudo, encaminhado à 5ª Vara Criminal de Campo Grande, mostra uma deterioração em relação ao diagnóstico de 2019, quando ele foi considerado inimputável por transtorno delirante permanente. Os peritos constataram agora um aumento de alucinações, grave comprometimento da realidade e ausência total de consciência, Adélio não reconhece estar doente e recusa tratamento de forma sistemática. "Não é mais considerado 'racional'", diz o documento.
De acordo com o parecer, Adélio apresenta delírios estruturados de cunho religioso, político e persecutório, além de isolamento social. O ambiente prisional é apontado como um fator agravante para seu quadro. Os peritos concluíram que a permanência no presídio federal não é adequada e sugeriram seu encaminhamento a um Centro de Atenção Psicossocial (Caps) em Montes Claros (MG), sua cidade natal. No entanto, uma decisão judicial anterior determina que ele só poderá deixar o sistema prisional ao completar 60 anos, em 2038.
O laudo reitera que o atentado contra Bolsonaro ocorreu durante um "surto psicótico, com evidente incapacidade de autocrítica". Atualmente, Adélio cumpre pena em uma cela de aproximadamente seis metros quadrados em uma penitenciária de segurança máxima, sem perspectiva de transferência.