Zema nega convite a Michelle Bolsonaro para vice e diz que nome foi citado apenas como possibilidade
Pré-candidato do Novo afirma que nunca formalizou convite à ex-primeira-dama, que rejeitou publicamente a hipótese de integrar a chapa presidencial
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O pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, negou nesta terça-feira (21) ter convidado a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) para ser candidata a vice-presidente em sua chapa nas eleições de 2026. Segundo o ex-governador de Minas Gerais, o nome de Michelle foi citado apenas como uma possibilidade em resposta a um questionamento de jornalistas.
Durante agenda no Rio de Janeiro, Zema afirmou que nunca houve um convite formal.
"Eu não mencionei o nome dela. Eu fui questionado sobre quem seria a vice, eu falei que não tinha ainda nenhum nome e o jornalista citou o nome dela. Eu falei 'é uma possibilidade'. Então, não houve nenhum convite a nenhum momento", declarou.
A fala faz referência à entrevista concedida no último sábado (18), em São Paulo, quando Zema afirmou que Michelle seria uma das possibilidades para compor sua chapa.
Na ocasião, o pré-candidato declarou:
"É uma possibilidade, sim, como outras também são. Nome ficha limpa é sempre um nome muito bom."
Poucas horas após a repercussão da declaração, Michelle Bolsonaro descartou a possibilidade de integrar uma chapa encabeçada por Zema.
Em publicação nas redes sociais, a ex-primeira-dama afirmou que sequer definiu se disputará um cargo eletivo em 2026 e destacou que é filiada ao PL, partido que deverá ter candidatura própria.
"Primeiro, eu não defini se serei candidata nem ao Senado. Portanto, essa proposta não pode sequer ser cogitada. Segundo, estou filiada ao PL. Um mesmo partido não pode ter duas cabeças de chapa concorrendo em coligações distintas para os mesmos cargos majoritários", escreveu.
Questionado novamente sobre quem poderá ocupar a vaga de vice, Zema afirmou que a definição ainda será feita e disse que o cenário político continua em transformação.
Segundo ele, investigações envolvendo o Banco Master também influenciam as articulações políticas.
"Temos uma investigação em curso do Banco Master, estão sempre surgindo fatos novos. Tudo isso acaba interferindo no processo eleitoral."
O pré-candidato acrescentou que sua candidatura deverá ser oficializada no próximo dia 27, enquanto a escolha do vice ficará para um momento posterior.
"Vai ficar definido agora dia 27 a minha candidatura à Presidência da República e o vice ainda fica em aberto. Na política, geralmente, se resolve no último dia, na última hora, porque o cenário vai mudando, é dinâmico", concluiu.