Juíza federal impede governo Trump de revogar status legal de 8.400 imigrantes de sete países latinos
Medida bloqueia tentativa de encerrar programas de reunificação familiar criados na gestão Biden; juíza critica falta de justificativa e análise humanitária
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Uma juíza federal de Boston, Indira Talwani, emitiu uma liminar provisória no sábado (24) impedindo o governo do presidente Donald Trump de revogar o status legal de mais de 8.400 imigrantes de Cuba, Haiti, Colômbia, Equador, El Salvador, Guatemala e Honduras que vieram aos Estados Unidos por programas de reunificação familiar criados ou ampliados durante a gestão de Joe Biden.
A decisão bloqueia temporariamente a ação do Departamento de Segurança Interna (DHS), liderado pela secretária Kristi Noem, que havia anunciado o fim desses programas em dezembro, argumentando que eram “inconsistentes com as prioridades de fiscalização” do governo atual e poderiam facilitar a entrada de “estrangeiros mal avaliados”.
Em sua decisão, Talwani – nomeada pelo ex-presidente Barack Obama – considerou que a agência não apresentou evidências de fraude nem avaliou a viabilidade do retorno dessas pessoas a seus países de origem, onde muitos venderam propriedades ou deixaram empregos. “A falha em fazê-lo foi arbitrária e caprichosa”, escreveu a magistrada.
A liminar atende a uma ação coletiva movida por defensores de imigrantes e representa mais um capítulo na disputa judicial sobre políticas migratórias entre o governo Trump e grupos de direitos humanos. Anteriormente, Talwani já havia tentado bloquear o fim do Estatuto de Proteção Temporária (TPS) para cerca de 430 mil pessoas de Cuba, Haiti, Nicarágua e Venezuela, mas a Suprema Corte suspendeu sua ordem, posteriormente revertida por um tribunal de apelações.