31 de julho de 2025
ESTADOS UNIDOS

Juíza federal impede governo Trump de revogar status legal de 8.400 imigrantes de sete países latinos

Medida bloqueia tentativa de encerrar programas de reunificação familiar criados na gestão Biden; juíza critica falta de justificativa e análise humanitária

Por Redação
Publicado em
Imigrantes venezuelanos na fronteira dos EUA - Foto: Reprodução/Reuters

Uma juíza federal de Boston, Indira Talwani, emitiu uma liminar provisória no sábado (24) impedindo o governo do presidente Donald Trump de revogar o status legal de mais de 8.400 imigrantes de Cuba, Haiti, Colômbia, Equador, El Salvador, Guatemala e Honduras que vieram aos Estados Unidos por programas de reunificação familiar criados ou ampliados durante a gestão de Joe Biden.

A decisão bloqueia temporariamente a ação do Departamento de Segurança Interna (DHS), liderado pela secretária Kristi Noem, que havia anunciado o fim desses programas em dezembro, argumentando que eram “inconsistentes com as prioridades de fiscalização” do governo atual e poderiam facilitar a entrada de “estrangeiros mal avaliados”.

Em sua decisão, Talwani – nomeada pelo ex-presidente Barack Obama – considerou que a agência não apresentou evidências de fraude nem avaliou a viabilidade do retorno dessas pessoas a seus países de origem, onde muitos venderam propriedades ou deixaram empregos. “A falha em fazê-lo foi arbitrária e caprichosa”, escreveu a magistrada.

A liminar atende a uma ação coletiva movida por defensores de imigrantes e representa mais um capítulo na disputa judicial sobre políticas migratórias entre o governo Trump e grupos de direitos humanos. Anteriormente, Talwani já havia tentado bloquear o fim do Estatuto de Proteção Temporária (TPS) para cerca de 430 mil pessoas de Cuba, Haiti, Nicarágua e Venezuela, mas a Suprema Corte suspendeu sua ordem, posteriormente revertida por um tribunal de apelações.

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