31 de julho de 2025
TECNOLOGIA

Inteligência Artificial é o principal risco para negócios no Brasil, superando ataques cibernéticos, aponta relatório global

Pesquisa da Allianz Commercial mostra que 32% dos executivos veem IA como maior ameaça operacional, legal e reputacional; regulação e capacitação das equipes são desafios

Por Redação
Publicado em
ChatGPT - Foto: Reprodução/Reuters/Florence Lo

Pela primeira vez, a Inteligência Artificial (IA) aparece como a principal preocupação de segurança para as empresas no Brasil, superando riscos tradicionais como incidentes cibernéticos e mudanças climáticas. É o que revela o Allianz Risk Barometer 2025, estudo anual da seguradora corporativa Allianz Commercial, divulgado nesta segunda-feira (26).

De acordo com o levantamento, 32% dos executivos brasileiros apontaram a IA como o maior risco atual para seus negócios, seguida por ataques cibernéticos (31%) e mudanças na legislação (28%). Apesar de reconhecerem seu potencial estratégico, os gestores veem a tecnologia como uma fonte crescente de riscos operacionais, legais e reputacionais, especialmente diante da velocidade de adoção e da dificuldade em estabelecer governança e capacitar equipes.

“A IA está remodelando o cenário de riscos corporativos. Seu potencial transformador exige que as empresas se adaptem rápido, tanto na regulação interna quanto na preparação para impactos inesperados”, afirmou o CEO da Allianz Commercial, Thomas Lillelund.

O relatório destaca que a falta de frameworks regulatórios claros e a rápida evolução das ferramentas ampliam a exposição das empresas a vazamentos de dados, decisões automatizadas discriminatórias, violações de propriedade intelectual e danos à imagem.

Top 5 riscos empresariais no Brasil (Allianz Risk Barometer 2025):

  1. Inteligência Artificial – 32%
  2. Incidentes cibernéticos – 31%
  3. Mudanças na legislação e regulamentação – 28%
  4. Mudanças climáticas – 27%
  5. Catástrofes naturais – 21%

A pesquisa consolida a tendência global de colocação da IA no centro da agenda de gestão de riscos, exigindo das empresas maior investimento em conformidade, treinamento de equipes e monitoramento contínuo de ferramentas baseadas em aprendizado de máquina.

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