31 de julho de 2025
Brasília

Quem são os técnicos de enfermagem suspeitos de matar pacientes em UTI de Hospital

Investigação aponta que Marcos Vinícius aplicava doses letais; duas mulheres são suspeitas de coautoria e negligência

Por Redação
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Quem são os técnicos de enfermagem suspeitos de matar pacientes em UTI de Hospital - Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Distrito Federal identificou os três técnicos de enfermagem apontados como suspeitos de causar a morte de ao menos três pacientes na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Anchieta, em Taguatinga. Os investigados são Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva.

Segundo a apuração, Marcos Vinícius, de 24 anos, é o principal suspeito e teria usado medicamentos de forma irregular para provocar óbitos na UTI. A polícia afirma que ele atuava no hospital há cerca de cinco anos e chegou a aplicar desinfetante na veia de uma paciente, em uma tentativa que resultou em parada cardíaca.

Amanda, de 22 anos, e Marcela, de 28, são investigadas por negligência e possível coautoria. As investigações apontam que Amanda, que trabalhava em outro setor, era amiga de Marcos, enquanto Marcela era recém-contratada e teria recebido instruções dele sobre o trabalho na UTI.

O Hospital Anchieta informou que, ao identificar indícios de irregularidade em três mortes, abriu uma apuração interna e, com base nos resultados, acionou a Polícia Civil. Os três técnicos foram demitidos e as famílias das vítimas foram informadas sobre o andamento das investigações.

A polícia detalhou que, em um dos casos, Marcos teria acessado o sistema do hospital usando a conta de um médico e prescrito um medicamento errado. Ele teria retirado o remédio da farmácia e aplicado nas vítimas sem a supervisão da equipe médica. As administrações ocorreram em 17 de novembro e 1º de dezembro.

Ainda conforme a investigação, para tentar disfarçar os crimes, o suspeito realizava manobras de reanimação nas vítimas após a aplicação, simulando tentativa de socorro. Em outro episódio, ele teria injetado desinfetante na veia de uma paciente de 75 anos, utilizando uma seringa repetidas vezes.

A Polícia Civil afirma que, após verem as imagens das câmeras de segurança, os três envolvidos confessaram o crime. A investigação segue em andamento para verificar se houve outras vítimas e se os atos foram motivados por pedidos de pacientes ou familiares — hipótese que, até o momento, não foi confirmada.