PF pede prorrogação de prazo para investigar Bolsonaro e aliados na CPI da Covid
Ministro Flávio Dino havia dado 60 dias para apurações; relatório da CPI indiciou ex-presidente e mais 23 pessoas
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A Polícia Federal pediu ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), a prorrogação do prazo para concluir as investigações do inquérito que apura os indícios de crimes apontados pela CPI da Covid. Em setembro de 2025, Dino determinou a abertura do inquérito com 60 dias para a realização de diligências, mas a PF solicitou mais tempo em processo sigiloso.
O relatório final da CPI, aprovado em outubro de 2021, indiciou o então presidente Jair Bolsonaro (PL) por crimes como prevaricação, charlatanismo, infração a medidas sanitárias e emprego irregular de verbas públicas. Além dele, foram citados o senador Flávio Bolsonaro, os deputados Eduardo Bolsonaro, Carla Zambelli, Bia Kicis, Osmar Terra, Ricardo Barros e Carlos Jordy, além dos ex-ministros Onyx Lorenzoni e Ernesto Araújo, totalizando 24 investigados.
Na decisão que autorizou o inquérito, Dino afirmou que a CPI apresentou “fortes indícios de crimes contra a administração pública”, como fraudes em licitações, superfaturamento, desvio de recursos e contratos com empresas de fachada.
O pedido de prorrogação da PF ainda será analisado pelo ministro.