31 de julho de 2025
BRASÍLIA

CPMI do INSS pede ao STF que impeça Lulinha de deixar o Brasil

Bancada do Novo e relator Alfredo Gaspar solicitam retenção de passaporte e tornozeleira eletrônica; investigação mira ligações com “Careca do INSS”

Por Redação
Publicado em
CPMI do INSS. - Foto: Arquivo/Agência Senado

Um grupo de parlamentares da CPMI do INSS protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, seja impedido de sair do Brasil. Os congressistas, liderados pelo Novo, solicitam a retenção do passaporte e a instalação de tornozeleira eletrônica no filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A representação, assinada pelo relator da CPMI Alfredo Gaspar (União-AL) e pelos deputados Marcel Van Hattem (Novo-RS), Luiz Lima (Novo-RJ), Adriana Ventura (Novo-SP) e senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Rogério Marinho (PL-RN), foi dirigida ao ministro André Mendonça. O objetivo é evitar que Lulinha retorne a Madri, onde vive desde meados de 2025.

O pedido ocorre após o depoimento do ex-funcionário Edson Claro, que afirmou à Polícia Federal que o “Careca do INSS”, Antonio Carlos Camilo Antunes, pagava uma “mesada” de R$ 300 mil a Lulinha para abrir portas a uma empresa de cannabis medicinal. A PF também identificou que os dois viajaram juntos para Portugal.

A oposição já tentou, sem sucesso, aprovar a convocação de Lulinha na CPMI. Agora, com novas informações, a pressão para que ele seja ouvido e tenha a liberdade de locomoção restringida ganha força no Congresso. O STF deverá analisar o pedido nos próximos dias.

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