Defesa de Bolsonaro anuncia medidas legais após Moraes negar exames hospitalares
Advogado Paulo Cunha Bueno critica decisão do ministro do STF e afirma que trauma craniano "demanda investigação laboratorial"; laudo da PF descreve lesão e sangue na cela
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A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro anunciou que tomará "medidas legais cabíveis" após o ministro do STF Alexandre de Moraes negar a transferência imediata do ex-presidente para um hospital, após ele sofrer uma queda na cela que resultou em diagnóstico de traumatismo craniano leve.
O advogado Paulo Cunha Bueno classificou a decisão como uma "violação de direitos" e afirmou que a condição de Bolsonaro exige investigação mais aprofundada. "Um trauma craniano demanda investigação laboratorial, não sendo prudente limitar-se à investigação clínica nas dependências da Polícia Federal", argumentou.
A defesa também fez um paralelo com o caso do ex-presidente Fernando Collor, que cumpre prisão domiciliar, questionando por que Bolsonaro – um "septuagenário com sabidos problemas médicos" – não teria o mesmo direito. A equipe jurídica já ingressou com ao menos três pedidos formais de prisão domiciliar, todos negados por Moraes.
De acordo com o laudo da Polícia Federal enviado ao STF, Bolsonaro apresentava "indícios de ter caído da cama", com uma lesão superficial no rosto e presença de sangue. O ministro Alexandre de Moraes negou a transferência hospitalar imediata, solicitando primeiro o documento oficial da PF. Agora, cabe a ele decidir se autoriza ou não a realização de exames complementares em ambiente hospitalar.
O advogado Paulo Cunha Bueno reforçou que, durante a internação recente de Bolsonaro no Hospital DF Star – local onde os exames seriam feitos –, não houve "qualquer indicação de intento de fuga". A defesa sustenta que a negativa fere o "princípio da dignidade da pessoa humana" e os direitos de um idoso com histórico médico complexo.