31 de julho de 2025
despedida

Cineasta Luiz Carlos Barreto morre aos 98 anos

Cineasta estava internado no Rio de Janeiro e deixa trajetória com mais de 100 produções no audiovisual

Por Redação
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Cineasta Luiz Carlos Barreto morre aos 98 anos - Foto: Reprodução/GloboNews

O cineasta e produtor Luiz Carlos Barreto morreu nesta quarta-feira (22), aos 98 anos. Conhecido como "Barretão", ele construiu uma carreira de mais de seis décadas no cinema brasileiro, participando da produção e direção de mais de 100 obras que marcaram diferentes períodos da história do audiovisual nacional.

Luiz Carlos Barreto estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, no Rio de Janeiro, onde tratava uma infecção pulmonar decorrente de uma pneumonia. Segundo familiares, o estado de saúde do produtor vinha apresentando complicações desde 2024, após uma queda durante uma viagem ao Ceará.

O velório será realizado nesta quinta-feira (23), às 11h, no Palácio da Cidade, em Botafogo. Após a cerimônia, o corpo será cremado no Memorial do Caju.

Nascido em Sobral, no Ceará, em 20 de maio de 1928, Barreto iniciou sua trajetória profissional como fotógrafo da revista O Cruzeiro. Antes de ingressar no cinema, atuou como repórter fotográfico e trabalhou como correspondente da publicação na Europa, registrando personalidades e acontecimentos internacionais.

O primeiro contato com o universo cinematográfico ocorreu ainda na infância, durante a passagem do diretor Orson Welles pelo Ceará para a produção de um documentário sobre jangadeiros. Anos depois, Luiz Carlos Barreto conheceu Glauber Rocha durante as filmagens de Barravento e foi convidado a integrar produções do Cinema Novo.

Entre os primeiros trabalhos de destaque estão Vidas Secas, dirigido por Nelson Pereira dos Santos, e Terra em Transe, de Glauber Rocha. Ao longo da carreira, consolidou atuação como produtor, participando da realização de filmes que se tornaram referências do cinema brasileiro.

Entre as obras produzidas por Luiz Carlos Barreto estão Dona Flor e Seus Dois Maridos, Bye Bye Brasil, Memórias do Cárcere, Garrincha, Alegria do Povo, Menino do Rio, O Quatrilho e O Que É Isso, Companheiro. Os filmes alcançaram público dentro e fora do Brasil e contribuíram para ampliar a presença do cinema nacional em festivais e premiações internacionais.

Barreto era casado há 71 anos com a produtora Lucy Barreto. Ele deixa filhos, netos e bisnetos. Sua trajetória permanece ligada à história da produção cinematográfica brasileira e ao desenvolvimento da indústria audiovisual no país.