Rússia condena, Argentina celebra: veja a reação dos países à captura de Maduro pelos EUA
Enquanto aliados de Caracas classificam ação como "agressão", UE pede moderação e Argentina comemora "avanço da liberdade"
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A operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro gerou reações imediatas e divergentes na comunidade internacional neste sábado (3). Enquanto aliados de Caracas condenaram veementemente a ação, países europeus pediram moderação, e a Argentina comemorou.
A Rússia classificou a operação como um "ato de agressão armada" e defendeu o diálogo. Já em Cuba, o presidente Miguel Díaz-Canel descreveu o ataque como "criminoso". A Colômbia manifestou "profunda preocupação" e rejeitou medidas unilaterais que arrisquem civis. No Chile o presidente Gabriel Boric pediu respeito ao Direito Internacional e solução por meio do diálogo, não da violência.
Do outro lado, na União Europeia, a chefe de política externa, Kaja Kallas, cobrou "moderação" e respeito à Carta da ONU, apesar de considerar Maduro ilegítimo. Em contrapartida, o presidente da argentina, Javier Milei celebrou abertamente. Em uma publicação no X, ao reproduzir a notícia, escreveu: "A liberdade avança".
A Espanha pediu respeito ao direito internacional e a desescalada do conflito. Alemanha e Itália ativaram equipes de crise para monitorar a situação e a segurança de seus cidadãos em território venezuelano.
Cenário
O governo venezuelano decretou emergência nacional e mobilizou planos de defesa. A vice-presidente Delcy Rodriguez confirmou que o paradeiro de Maduro é desconhecido pelas autoridades locais, contradizendo em parte o anúncio de captura feito por Donald Trump.
As explosões em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira duraram cerca de 90 minutos a partir das 3h (horário de Brasília).