Venezuela emite comunicado onde denuncia "grave agressão militar" dos EUA
Comunicado atribuído a Nicolás Maduro, lido na TV estatal, acusa Washington de buscar confiscar petróleo e minerais e convoca o povo à "luta armada"
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Em resposta aos ataques militares confirmados pelos Estados Unidos, o governo da Venezuela divulgou um contundente comunicado, atribuído ao presidente Nicolás Maduro e lido na televisão estatal. O texto classifica a ação como uma "grave agressão militar" e denuncia uma tentativa de confiscar os recursos estratégicos do país, principalmente petróleo e minerais.
O documento, divulgado após explosões em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, afirma que os ataques violam a Carta das Nações Unidas e ameaçam a "paz e a estabilidade internacionais".
O comunicado, que não confirma a captura de Maduro conforme alegado por Donald Trump, encerra com um tom de resistência: "A sua e a minha Venezuela, e nós a defenderemos até as últas consequências".
Confira o comunicado na íntegra:
"A República Bolivariana da Venezuela rejeita, condena e denuncia perante a comunidade internacional a grave agressão militar perpetrada pelo atual Governo dos Estados Unidos da América contra o território e a população venezuelana nas áreas civis e militares da cidade de Caracas, capital da República, e dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
Este ato constitui uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, particularmente dos artigos 1.º e 2.º, que consagram o respeito pela soberania, a igualdade jurídica dos Estados e a proibição do uso da força.
Esta agressão ameaça a paz e a estabilidade internacionais, especificamente na América Latina e no Caribe, e coloca em grave risco a vida de milhões de pessoas.
O objetivo deste ataque não é outro senão confiscar os recursos estratégicos da Venezuela, particularmente o seu petróleo e minerais, tentando quebrar a independência política da nação pela força.
O Estado de Comoção Externa foi ativado após os bombardeios em áreas civis e militares em Caracas, Miranda, Aragua e La Guaira. Isto põe em risco a vida de milhões de civis. Isto não faz distinções políticas, é hora de haver unidade nacional, acima de quaisquer diferenças ideológicas de qualquer espécie. Hoje o nosso país e a nossa identidade estão ameaçados. A sua e a minha Venezuela, e nós a defenderemos até as últimas consequências, como já fizemos antes.
Seguiremos para a luta armada, todo o povo venezuelano deve se mobilizar. Fique conectado ao nosso sinal e às fontes oficiais para evitar ansiedade e manter a calma e a paz diante dessas circunstâncias."