31 de julho de 2025
especulação

Oposição venezuelana afirma que prisão de Maduro teria sido "negociada" com os EUA

Membros da oposição dizem acreditar que a captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, fez parte de uma “saída negociada”

Por Redação
Publicado em
nicolas-maduro.avif - Foto:

Fontes ligadas à oposição venezuelana informaram que a captura do presidente Nicolás Maduro teria sido uma ação "negociada". Neste sábado (3/1), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou ter capturado Nicolás Maduro e o levado para fora do país após um ataque a Caracas, capital da Venezuela.

De acordo com a Sky News, membros da oposição acreditam que a captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, fez parte de uma "saída negociada". A tensão na América Latina e no Caribe vem se intensificando nos últimos meses, desde que os EUA anunciaram ataques ao território venezuelano sob o pretexto de combater o tráfico internacional de drogas.

Nicolás Maduro, apontado pelos EUA como chefe do chamado Cartel de los Soles – grupo recentemente classificado como organização terrorista internacional –, tornou-se o principal alvo das ameaças de Trump. Apesar das hostilidades, Maduro havia se mostrado disposto a dialogar com o líder norte-americano em uma entrevista publicada na quinta-feira (1º/1).

Os dois presidentes chegaram a conversar no fim de novembro de 2024, em um contato descrito por Maduro como "agradável". No entanto, ele afirmou que os "desdobramentos após as negociações não foram agradáveis". Desde então, Trump aumentou a retórica militar e avançou com a ofensiva na região, que começou no segundo semestre do ano passado.

A ação militar norte-americana inclui o envio de fuzileiros navais, uma frota de navios de guerra, o porta-aviões USS Gerald R. Ford, um submarino nuclear e caças F-35. Na operação Lança do Sul, que tem como objetivo declarado combater o tráfico de drogas, mais de 20 embarcações já foram bombardeadas em águas caribenhas e do Pacífico. O ataque que resultou na captura de Maduro ocorre apenas dois dias após o presidente venezuelano reafirmar publicamente sua disposição ao diálogo.

Leia também