31 de julho de 2025
SAÚDE

Dengue em 2025: Brasil registra queda de 75% nos casos, mas doença ainda mata 1.762 pessoas; Alagoas tem 7.952 registros

Ministério da Saúde aponta redução drástica em relação a 2024, mas Sudeste segue como região mais afetada. Butantan vai fornecer ao SUS primeira vacina de dose única contra dengue a partir de 2026

Por Redação
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Dados mostram 7.952 casos prováveis de dengue em Alagoas no ano de 2025. - Foto: Pixabay/Ilustração

O Brasil registrou 1.660.190 casos prováveis de dengue e 1.762 mortes confirmadas pela doença em 2025, de acordo com o Painel de Monitoramento das Arboviroses do Ministério da Saúde divulgado nesta semana. Apesar dos números expressivos, houve uma queda expressiva em relação ao ano anterior: redução de 75% nos casos e 72% nas mortes, na comparação com 2024, que contabilizou mais de 6,5 milhões de ocorrências.

Em Alagoas, os dados mostram 7.952 casos prováveis da doença neste ano, com uma morte confirmada e outras seis em investigação. No mês de dezembro, até o dia 15, foram registrados 181 casos, número menor que os 235 do mesmo período de 2024. No estado, a dengue tem sido mais frequente em pessoas de 20 a 29 anos, mas também afetou 191 crianças com menos de 1 ano e 47 idosos acima de 80 anos. As mulheres correspondem a 54% dos casos no estado.

A dengue mantém um perfil de concentração regional acentuado. O Sudeste lidera com 1.132.304 casos e 1.288 óbitos, seguido pelo Sul, Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Entre os estados, São Paulo aparece no topo, com 900.677 registros. Na região Nordeste, a Bahia lidera (32.673), seguida por Pernambuco (22.642). Alagoas ocupa a 18ª posição no ranking nacional.

No dia 19 de dezembro, o Ministério da Saúde garantiu um avanço importante no combate à doença: a compra de 3,9 milhões de doses da primeira vacina de dose única contra a dengue do mundo, produzida integralmente no Brasil pelo Instituto Butantan. O investimento foi de R$ 368 milhões, e o imunizante estará disponível no SUS a partir de 2026.

A vacina protege contra os quatro sorotipos da dengue e tem eficácia de 74,7% contra a forma sintomática e 89% contra casos graves. Para o infectologista Julival Ribeiro, a facilidade da dose única é um diferencial que pode aumentar a adesão da população e reforçar a prevenção.

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