Após prisão no Paraguai, ex-diretor da PRF Silvinei Vasques será entregue à PF e levado a Brasília
Condenado a 24 anos por golpe, ele tentou fugir com passaporte falso para El Salvador; polícia paraguaia o interceptou no aeroporto de Assunção
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Preso na madrugada desta sexta-feira (26) no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção (Paraguai), o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques será entregue à Polícia Federal ainda hoje e transferido para Brasília, onde cumprirá prisão. Ele tentava embarcar para El Salvador com um passaporte falso no nome de Julio Eduardo Fernandez, após romper a tornozeleira eletrônica que usava em Santa Catarina.
A Direção Nacional de Migração do Paraguai confirmou que Silvinei foi identificado por inspetores de imigração com apoio da Polícia Nacional paraguaia, em ação coordenada com a Rede de Inteligência Migratória e o Comando Tripartite. A adidância da PF no Paraguai já havia alertado as autoridades locais sobre a possível fuga.
Condenação e núcleo golpista
Silvinei foi condenado pela Primeira Turma do STF em 16 de dezembro a 24 anos e seis meses de prisão por integrar o núcleo 2 da trama golpista, acusado de articular a “minuta do golpe”, planejar assassinatos de autoridades (como Lula, Alckmin e Moraes) e usar a PRF para dificultar votos no Nordeste em 2022. A defesa ainda pode recorrer.
Outros condenados do mesmo núcleo incluem o general da reserva Mário Fernandes (26 anos e 6 meses), o coronel Marcelo Câmara (21 anos) e o ex-assessor de Bolsonaro Filipe Martins (21 anos).
Próximos passos
Silvinei será repatriado pela Tríplice Fronteira (Ciudad del Este) e, sob custódia da PF, seguirá para Brasília, onde aguardará em regime fechado o trânsito em julgado da condenação. A prisão frustra sua tentativa de escapar da Justiça brasileira e reforça a cooperação internacional no combate a condenados de alta periculosidade.