Toffoli determina soltura de investigado alagoano na Operação Rejeito, da PF
Alan Cavalcante é acusado de movimentar R$ 1,5 bi e receber R$ 225 mi; ministro do STF substituiu prisão preventiva por medidas cautelares
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O empresário alagoano Alan Cavalcante do Nascimento, apontado como líder de uma organização criminosa que movimentou cerca de R$ 1,5 bilhão com extração ilegal de minério em Minas Gerais, está cumprindo medidas cautelares em liberdade após decisão do ministro do STF Dias Toffoli. A prisão preventiva foi substituída por tornozeleira eletrônica, recolhimento noturno, entrega do passaporte e proibição de sair do país e do estado.
De acordo com as investigações da Operação Rejeito, Alan teria recebido sozinho R$ 225 milhões entre 2019 e 2024 de empresas ligadas ao esquema. Após bloqueio judicial, porém, sua conta foi encontrada com apenas R$ 20 mil. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 1,5 bilhão dos envolvidos, mas só localizou 1,8% do valor (R$ 27 milhões).
Natural de Arapiraca, Alan teve uma ascensão meteórica. Antes professor de matemática e funcionário de telecomunicações, hoje possui uma mansão em Marechal Deodoro (AL) e promove festas luxuosas, como seu Réveillon, que em 2023 teve show de Raí Saia Rodada (cachê estimado em R$ 400 mil). Em 2023, comprou um blazer e cordão de diamantes de Neymar por R$ 1,2 milhão em leilão.
O grupo corrompia servidores públicos para obter licenças ambientais fraudulentas, permitindo a extração ilegal de minério inclusive em áreas protegidas, como a Serra do Curral (BH). Também monitorava autoridades e lavava dinheiro por meio de empresas de fachada.
A decisão de Toffoli também beneficiou o ex-diretor da PF Rodrigo de Melo Teixeira, o ex-deputado estadual mineiro João Alberto Paixão Lages e Helder Adriano de Freitas, todos investigados no mesmo caso.
O ministro considerou as medidas cautelares suficientes para garantir a ordem pública e a instrução criminal, mantendo a validade das acusações, mas reduzindo a restrição de liberdade dos investigados.